BOLSONARO ATACA PSL; ACORDO DISTRIBUI DINHEIRO DE PRÉ-SAL. JORNAIS DE QUARTA (9)

Veja quais são as notícias de destaque nos matutinos brasileiros.

Os principais jornais do país destacam que a insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com o PSL, devido a uma suposta dificuldade de controlar o partido e seus diretórios, pode leva-lo a uma nova sigla que já estaria sendo criada por bolsonaristas ou a uma troca para legendam já existente.

Em sua reportagem principal, O Estado de S. Paulo revela que o presidente está em fase de avaliação de diversos cenários políticos no momento. Interlocutores de Bolsonaro têm conversado com a União Democrática Nacional (UDN), que está em fase de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o Estadão, além da cúpula do PSL já dar como certa a saída de Bolsonaro do partido, o partido teme também a debandada de dois senadores e 15 de seus 53 deputados federais.

A crise no partido do presidente começou quando Bolsonaro foi abordado nesta terça-feira (8), na frente do Palácio da Alvorada, por um apoiador pré-candidato do PSL no Recife. O presidente pediu para ele “esquecer” o PSL.

Bolsonaro afirmou ainda que o deputado Luciano Bivar (PE), que preside o partido, “está queimado para caramba”. “Bolsonaro ataca PSL e estuda trocar de partido”, informa o título principal do Estadão.

A Folha de S.Paulo lembra que Bivar é o fundador do PSL. As declarações causaram uma reação imediata na legenda, que está no epicentro do escândalo das candidaturas laranjas e passa por uma disputa interna de poder.

Apesar da advertência pública feita por Bolsonaro ao apoiador na frente do Alvorada, a Folha conta que o pré-candidato insistiu em gravar um vídeo ao lado do presidente dizendo: “Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife, aê”.

O Globo informa que a alternativa da criação de uma nova legenda para acolher Bolsonaro é vista como a menos provável, uma vez que levaria um tempo maior para o partido ser viabilizada. Mesmo assim, a nova sigla que sonha em ter o presidente como filiado se chamará Conservadores.

O matutino carioca diz que aliados do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro, já estão em fase final de criação do estatuto dessa nova legenda. O Globo lembra que a crise acontece em meio a uma disputa interna pelo controle do fundo partidário de R$ 103 milhões.

Em seu texto principal, o Globo detalha que líderes do Congresso e governadores de todas as regiões fecharam um acordo, nesta terça-feira (9), para o compartilhamento com estados e municípios parte dos R$ 106,5 bilhões provavelmente arrecadados com o megaleilão do pré-sal no próximo mês.

Segundo o matutino, o pacto vai viabilizar a votação no segundo turno da reforma da Previdência, marcada para o próximo dia 22 no Senado.

Do total arrecadado, os governadores devem receber R$ 10,9 bilhões, que deverão ser destinados a cobrir o rombo previdenciário dos estados. Os detalhes do acordo foram confirmados pelo líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Conforme apurado pelo Globo, essa nova divisão será feita por meio de um projeto de lei, e não mais por Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que tem o processo de tramitação mais lento.

Bezerra disse também que a previsão é de que o texto seja analisado na próxima terça-feira (15) no Senado e sancionado até o fim da próxima semana por Bolsonaro. “Acordo sobre leilão do petróleo viabiliza votação da reforma”, diz a manchete do Globo.

Em seu título principal, a Folha mostra que dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do ministério do Desenvolvimento Regional, mostram que o avanço no atendimento em água e esgoto é inferior a 0,3 e 1,3 ponto percentual nos últimos dez anos no Brasil.

Caso o ritmo de queda seja mantido, os investimentos e o tamanho da população permanecerem iguais, o país não cumprirá a meta prevista no Plano Nacional de Saneamento Básico, que prevê 100% de cobertura dos serviços até 2033. Seriam necessários algumas décadas para a meta ser finalmente atingida.

Especialistas ouvidos pela Folha dizem que falta investimento por parte do Estado. O matutino paulista mostra que de 2014 a 2017, por exemplo, o valor aplicado no setor caiu de R$ 19,7 bilhões para R$ 9,7 bilhões.

Os dados abrangem verbas da União e de outros agentes em água, esgoto drenagem urbana e resíduos sólidos. “Brasil pode atrasar meta de saneamento universal em 30 anos”, sublinha a manchete da Folha.

Fonte: G1

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