‘ESSENCIAL É MANTER CASAMENTO, MESMO SEM PAIXÃO’, DIZ ECONOMISTA SOBRE RELAÇÃO BRASIL-ARGENTINA

Reaproximação dos governos brasileiro e argentino, selada com encontros do chanceler Felipe Solá com Ernesto Araújo e Jair Bolsonaro, “é casamento por conveniência”, mas com benefícios para ambos, disse à Sputnik Brasil economista Eduardo Crespo.

Nesta quarta-feira (12), o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá, reuniu-se com o chanceler  Ernesto Araújo no Itamaraty. Depois, ele se encontrou com  Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. As duas partes decidiram manter e desenvolver relações pragmáticas.

A chancelaria argentina anunciou que o chefe de Estado brasileiro sugeriu um encontro dele com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, em 1º de março, em Montevidéu, durante a posse de Luis Lacalle Pou na presidência uruguaia.

Para Crespo, professor de Economia Política Internacional na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os dois governos “estão buscando alguma forma de entendimento e convivência”.

Fernández e Bolsonaro trocaram farpas desde a campanha eleitoral argentina até depois de anunciado o resultado da votação. Em um gesto pouco comum na diplomacia, o presidente brasileiro lamentou a vitória do político peronista no pleito.

“Não é amor, é um casamento por conveniência, mas o essencial é manter o matrimônio, mesmo que não seja uma paixão. É preciso frear as hostilidades e manter a situação de calma. Há muito para se perder e pouco para se ganhar com essa briga”, disse Crespo à Sputnik Brasil.

Apesar da mudança de postura entre os dois governos, o professor da UFRJ acha que “ainda é cedo para saber se isso vai se materializar em outras coisas, como acordos comerciais”.

O especialista acredita que a tendência é a aproximação continuar por questões pragmáticas e pelas características do novo governo argentino, que é conciliador.

Fonte: Brasil 247

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *