É nós, nos arraiais

Raimundo Borges 

Foto: Raimundo Borges

Tanto nos arraiais oficiais, que dão colorido ao mês de junho em São Luís, explosão de alegria universal, quanto nos mais distantes municípios, povoados e vilas, os festejos juninos no Maranhão estão no auge da integração entre a cultura e o povo. Cada ano é essa pujante mistura de dança, comida, cores, suor, cantos e músicas.

Uma nota púbica no espaço “Retrato da História”, página de Opinião, O Imparcial, de sexta-feira (23), resume, em poucas palavras, a essência dos festejos juninos. “Os brancos portugueses trouxeram o enredo da festa, os negros escravizados, acrescentaram o ritmo e os tambores; os índios, antigos habitantes, emprestaram para sempre suas danças”.

E de fogueira em fogueira, de dança em dança, de cada prato de comida típica, das lendas transformadas em teatro popular, tudo foi se tornando a matéria-prima que deu forma, cores e roteiro dos festejos juninos do Maranhão. Á a maior festa popular, dividida por sotaques regionais dos bumba-meu-boi, das quadrilhas, dos cacuriás, dos tambores-de-crioulas e da mistura explosiva de tudo isso numa só festança. Num só congraçamento – único no Brasil. É, verdadeiramente, nós, nossa força e nossa alma festeira.

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