Cármen Lúcia: “clamor por justiça” não será ignorado”

Foto: Gilmar Ferreira (Portal CNJ)

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, encerrou o primeiro semestre do Ano Judiciário de 2017, na manhã desta sexta-feira (30). Ao se pronunciar acerca do encerramento, afirmou que “o clamor por justiça que hoje se ouve em todos os cantos do país não será ignorado em qualquer decisão” do STF.

“Não seremos ausentes aos que de nós esperam a atuação rigorosa para manter sua esperança de justiça. Não seremos avaros em nossa ação para garantir a efetividade da justiça”, completou a ministra, que dentre outros feitos neste semestre reuniu um comitê de empresários, dentre os quais diretores da Globo e do Itaú, para discutir a “reforma trabalhista”.

Ela afirmou que os juízes que compuseram, no passado, o Supremo Tribunal de Justiça, e os que integram, no presente, o Supremo Tribunal, “tiveram sempre esta atribuição, a um só tempo sua responsabilidade e seu dever com o Brasil: o de assegurar a igual observância da lei por todos. Somente então se terá equilíbrio nas relações sociais, segundo a ideia de justiça constitucionalmente definida. E se terá a efetividade do direito, garantindo-se ao cidadão condições de manter sua confiança na liberdade, na pluralidade e na solidariedade como base para a harmônica convivência política e social”, complementou.

Ministro mais recente a ingressar no Tribunal, Alexandre de Moraes, também pediu a palavra para registrar que na data de hoje se encerra seu primeiro semestre no STF. Ele agradeceu a recepção, a acolhida, o auxílio e o apoio de todos os colegas, do Ministério Público e de todos os servidores. “Espero que seja o primeiro de vários períodos” disse. De acordo com a contagem para a aposentadoria feita pelo Justificando, de fato serão muitos períodos. Até o momento dessa matéria, faltavam 9661 dias para Alexandre de Moraes sair pela idade compulsória.

Apesar de toda recepção e acolhida pelos ministros da Corte, procuradores, advogados e jornalistas, seu processo de nomeação foi um dos mais controversos da história, ante as acusações de plágio, a apresentação de um currículo com um pós doutorado inexistente e uma das piores gestões no Ministério da Justiça de toda a historia. Apesar de tudo isso, tudo segue normal, com as instituições funcionando normalmente.

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