Senadores do MA disseram “sim” à reforma trabalhista

Os três senadores do Maranhão – João Alberto, Edison Lobão (estes do PMDB) e Roberto Rocha (PSB) – voltaram a votar uníssonos, como fizeram nas votações sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff – a favor de Michel Temer.

A Reforma Trabalhista, que o presidente do PMDB chama de “instrumento de modernização do país” foi aprovada pelos senadores maranhenses, que parecem nem um pouco preocupados com os prejuízos aos direitos trabalhistas, num país em que 14 milhões estão desempregados.

O plenário Senado aprovou por 50 votos a 26 (e uma abstenção), o texto-base da reforma trabalhista, enviado pelo governo, que praticamente desmancha todo o sistema da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Os acordos coletivos passarão a ter força de lei.

A negociação entre empresas e trabalhadores prevalecerá sobre a lei em pontos como parcelamento das férias, flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo de almoço, plano de cargos e salários e banco de horas.

A pergunta que todo trabalhador deve estar fazendo é: “Qual a força que um trabalhador vai ter em negociar salários, vantagens, planos de saúde, vale alimentação, transporte, horário de folga, etc, diretamente com o empresário?” Todos sabem que negociação direta com o patrão só tem peso do lado do patrão. É simples e acabam sempre assim: ou faz ou demito todo mundo!

Agora com trabalho intermitente e terceirização da atividade fim, o que já é ruim vai ficar muito pior. Por isso todos os empresários e suas entidades vêm jogando pesado perante o Congresso para aprovar a matéria do jogo que Michel Temer mandou. Ah tem outra: ninguém pode receber menos que o salário mínimo. Isso é reforma? Reforma que desconhece o direito da mulher grávida em não trabalhar em local insalubre?

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