Servidores do Fórum de São Luís participam de atividade sobre prevenção ao suicídio

Praticamente todos que tentaram ou cometeram suicídio deram sinais de que tomariam essa atitude, afirmou a psicóloga do Tribunal de Justiça do Maranhão, Tatiana Oliveira de Carvalho, durante atividade da campanha “Setembro Amarelo”, nessa quinta-feira (28), no auditório do Fórum Des. Sarney Costa (Calhau).

Segundo a psicóloga, se as pessoas soubessem ouvir, dar mais importância ao problema do outro, criando uma rede de apoio aos que apresentam sinais de suicídio, muitos casos seriam evitados. As estatísticas mostram que 90% dos suicídios podem ser prevenidos.

A dinâmica ministrada pela psicóloga, com servidores e com o apoio da Diretoria do Fórum – a mesma realizada na semana passada no auditório do prédio-sede do Tribunal (Centro) – é uma ação do projeto “Dizer sim à vida”, desenvolvido ao longo deste mês pela Divisão Psicossocial e a Diretoria de Recursos Humanos do TJMA.

As atividades são motivadas pelo “Setembro Amarelo”, mês alusivo à prevenção ao suicídio em todo o Brasil, um problema que, segundo as estatísticas divulgadas pela organização do evento, atinge 5,7 pessoas a cada 100 mil habitantes no país, onde a cada 45 minutos uma pessoa comete esse ato, e a cada 3 segundos uma atenta contra a própria vida. A estimativa é de que até 2020 aumente em 50% a incidência anual de mortes por suicídio em todo o mundo.

Conforme Tatiana Carvalho, o foco da campanha é falar e ouvir sobre o suicídio, uma forma de prevenção do problema. Ela ressaltou que o procedimento mais simples para prevenir é ouvir a pessoa sem fazer juízo de valor, mostrar empatia em relação ao sofrimento do outro e nunca subestimar a dor alheia. Deve-se perguntar claramente sobre o suicídio, caso a pessoa aparente sinais que possam levá-la a cometer esse ato extremo contra a própria vida; avisar à família e amigos mais próximos; e encorajar o indivíduo a buscar ajuda profissional. Também, conforme a psicóloga, ter vínculos (familiar es, com o trabalho, com rede social) protege contra o suicídio, por isso é muito importante fortalecer esses vínculos.

A psicóloga alertou sobre os sinais que devem ser observados e como se pode ajudar aqueles que estão na iminência de tirar a própria vida. Ansiedade, desesperança, instabilidade emocional, entre outros sintomas, são características que sugerem um risco maior.

Os servidores também assistiram a um vídeo do psiquiatra e pesquisador Fernando Fernandes, sobre dados estatísticos de suicídio, sintomas e formas de prevenção. Segundo o médico, 90% das pessoas que se suicidaram poderiam ter sido diagnosticadas com algum transtorno psiquiátrico (depressão, transtorno bipolar, abuso de álcool e droga).

Ele afirma que o suicídio é um problema de saúde pública e não uma questão pessoal, além de ser subestimado em todas as instâncias da sociedade e que, apesar da sua importância, o tema é pouco abordado pela mídia que, quando divulga, trata o assunto de forma sensacionalista.

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