Briga em família pode ter sido a razão de homem ter matado 26 no Texas

A polícia que investiga o maior massacre numa cidade com menos de mil habitantes no estado americano do Texas suspeita que uma briga de família possa ter levado o atirador a abrir fogo.

O único sinal de trânsito da cidade nesta segunda-feira (6) nem sinalizou verde ou vermelho. Cerca de 500 pessoas moram em Sutherland Springs. Nesta segunda, elas estavam paralisadas.

Tudo começou quando um homem todo vestido de preto parou para abastecer no único posto de gasolina da cidade, e aí tudo mudou.

Nesta segunda a pequena cidade foi tomada pela imprensa do mundo inteiro, que acompanhe o trabalho de investigação dos agentes do FBI. A área perto da Igreja Batista está toda isolada.

Às 11h20, o homem de preto e com uma máscara de caveira no rosto entrou na igreja.

O assassino matou 23 pessoas dentro da igreja. Doze eram crianças, a mais nova um bebê de um ano e meio de idade.  Duas pessoas morreram do lado de fora e uma no hospital.

No posto onde ele foi visto pela primeira vez funciona um restaurante. Quando os funcionários ouviram os tiros, eles saíram e se depararam com o atirador a poucos metros de distância. A igreja fica do outro lado da rua.

A dona do restaurante perdeu muitos amigos na chacina: “Os tiros não paravam. Trouxemos todos os clientes para dentro. Uma das vítimas saiu correndo toda ensanguentada e nós abrimos a porta para ele entrar.”

Outras 20 pessoas ficaram feridas e, entre os mortos, oito pessoas de uma mesma família: avós, filhos e netos, três gerações.

Naquela hora exata, Johnnie Langendorff estava dirigindo e passava ao lado da igreja. Viu quando um outro morador descalço começou a trocar tiros com o homem de preto

“Aconteceu tudo tão rápido que não tive tempo de reagir antes de um senhor entrar no meu carro com um fuzil. Ele me disse que o outro homem tinha atirado na igreja, disse que a gente tinha que pegar ele e eu disse: ok”, contou.

Uma estrada então se transformou numa pista de perseguição que durou de 12 a 15 minutos, a 150 quilômetros por hora. Um dos moradores falava ao celular com a polícia enquanto o outro apontava uma arma para o carro do atirador, até que o carro branco saiu da estrada e parou.

Quando a polícia chegou, minutos depois, encontrou morto, dentro do carro, Devin Patrick Kelly. Ele tinha 26 anos e tinha servido à Força Aérea Americana.

Só que, em 2012, foi acusado de agredir a mulher e o filho, e ficou em confinamento militar por 12 meses. A mulher pediu divórcio e Devin foi expulso da corporação por mau comportamento.

Devin se casou novamente em 2014 e em abril de 2016 comprou um fuzil semiautomático.
A família da atual mulher dele fazia parte da igreja que ele atacou. A avó dela está entre as vítimas. A sogra de Devin, que não estava no culto, vinha recebendo mensagens ameaçadoras do genro.

A polícia descartou o terrorismo e qualquer motivação religiosa ou racial pelo crime. Disse que uma desavença doméstica provavelmente levou ao ataque.

Nesta segunda, no posto de gasolina, as pessoas se reuniram para rezar e tentar extravasar a dor de uma cidade que, como o sinal de trânsito, parece paralisada.

Fonte: G1

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *