Chuvas continuarão até dia 18 no MA, diz Inmet

Nas últimas 24 horas, a chuva caiu de forma torrencial entre o norte do Pará e do Maranhão. A intensificação da Zona de Convergência Intertropical e a incidência de ventos moderados a fortes de nordeste/nordeste na costa norte do Brasil favoreceu a formação de nuvens muito carregadas. A imagem de satélite abaixo, da manhã deste domingo (04) mostra essas nuvens em tons vermelhos e laranjas.

Nas últimas 24 horas, a chuva caiu de forma torrencial entre o norte do Pará e do Maranhão. A intensificação da Zona de Convergência Intertropical e a incidência de ventos moderados a fortes de nordeste/nordeste na costa norte do Brasil favoreceu a formação de nuvens muito carregadas. A imagem de satélite abaixo, da manhã deste domingo (04) mostra essas nuvens em tons vermelhos e laranjas.

Maranhão

No Maranhão a chuva também castigou a região norte. A cidade mais atingida foi Apicum-Açu, onde a chuva acumulou 176mm entre 09h de sábado e 09h deste domingo (horário de Brasília). Na capital São Luís, o acumulado nesse período chegou a 118mm. Na estação convencional do INMET, a chuva acumulou 125,2mm na capital, o maior volume de chuva em 24 horas desde janeiro de 2017, quando choveu 130,6mm entre os dias 18 e 19. A média de chuva normal de fevereiro é de 380mm, aproximadamente. Confira abaixo os maiores volumes acumulados no Maranhão nas últimas 24 horas.

Previsão de mais chuvas

O tempo ainda permanece instável nos próximos dias na costa norte do Brasil devido à influência da ZCIT, situação normal nessa época do ano. Por isso ainda pode chover forte entre Pará e Maranhão até o final da semana. Os acumulados previstos ainda são elevados, podendo passar de 150 mm até o final da semana, e a região norte desses estados.

Morgana Almeida, Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meterologia (Inmet), destaca que as chuvas continuam na região central do país, se espalhando também para o oeste da Bahia e para o interior da região Nordeste. Essas chuvas são motivadas pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, fenômeno que é o principal causador de precipitações durante o verão.

A semana seguinte também deve ser de tempo instável, com pancadas de chuva principalmente no período da tarde.

O Rio Grande do Sul, por sua vez, não tem boas notícias no horizonte, principalmente a região da fronteira: os modelos não apontam condições favoráveis até o próximo dia 6. No dia 7, há chances de chuvas para a porção norte do estado e para o oeste de Santa Catarina e Paraná. Apenas a partir do dia 12, em função de uma nova frente fria, as chuvas devem chegar para a região.

Na previsão mais estendida, considerando o período de 10 a 18 de fevereiro, as condições se mantêm na região central do País (Centro-Oeste e Matopiba), mas os volumes de chuva tendem a ser menor elevados devido a um espalhamento espacial. Contudo, o extremo sul do Rio Grande do Sul não tem perspectivas positivas.

Como lembra Almeida, os modelos são atualizados constantemente, de forma que as previsões alongadas estão sujeitas à alteração, devendo ser acompanhadas dia após dia.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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