CULTURA | “Havana” é a nova obra literária do desembargador Lourival Serejo

Membro da Academia Maranhense de Letras e autor de diversos livros na seara jurídica, o desembargador Lourival Serejo apresenta mais uma mensagem cultural de relevância na sua rica trajetória literária.

Trata-se do livro “Havana – Literatura, Música e Mojito” – que traz uma dinâmica narrativa fruto de uma viagem, tendo como pano de fundo as riquezas culturais de Cuba.

A viagem foi planejada deste a década de 60 do século passado. Era um sonho do desembargador, que na hora do embarque teve a sensação de que estava indo encontrar sua utopia – a utopia de um jovem sonhador, cheio de planos revolucionários, desejosos de mudar o mundo e transformá-lo num lugar de fraternidade, igualdade e cooperação mútua.

No chão de Havana, Lourival Serejo – ávido por novas descobertas – visitou livrarias, observou detalhes da Catedral de San Critóbal da La Habana e conheceu a Plaza de La Revolución, onde sentiu a pulsação dos ideais personificados nos líderes Fidel Castro, Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos.

O roteiro cultural incluiu também a cidade de Matanzas, localizada na Península Hicacos e conhecida como “Atenas de Cuba”, por reunir renomados intelectuais, entre eles Juan Pedro Gutiérrez.

A grande emoção aflorou em Santiago de Las Vegas, onde Lourival Serejo procurou a casa em que nasceu Ítalo Calvino, escritor por quem o magistrado tem profunda admiração. O majestoso texto narrativo do magistrado traz fortes registros sobre o Malecón, para ele, espaço sagrado dos havaneses e trajeto comum do sonhador, do sofredor, do faminto que ali vai pescar o peixe para a refeição do dia, dos namorados, dos velhos em busca do passado.

“Toda alma de Havana passa pelo Malecón. Se eu não tivesse tirado uma foto no Malecón, teria voltado de Cuba com a sensação de que não tinha estado em Havana, de que não havia me sintonizado com aquele pedaço íntimo daquela gente”, enfatiza o magistrado.

Lourival Serejo revelou que, ao embarcar na viagem de volta ao Brasil, sentiu-se como um devoto que pagou uma promessa por uma graça alcançada.

“Se possível, espero voltar à Cuba para tomar um mojito na Bodeguita del Medio e passear pelo Malecón, sem deixar de banhar-me nos verdes mares de Varadero”, assinala.

Assessoria de Comunicação do TJMA

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