Lideranças cobram atuação da polícia no local do acampamento pró-Lula

Em reunião realizada na tarde deste sábado (28) com gestores da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), lideranças ligadas ao Acampamento LulaLivre, em Curitiba (PR), exigiram reforço no policiamento no local.

A cobrança se dá após o atentado ocorrido na madrugada, que feriu duas pessoas. Uma delas é um trabalhador de 38 anos, que foi atingido com um tiro no pescoço e está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital do Trabalhador. A outra, segundo a polícia, é uma mulher que teve ferimentos provocados por estilhaços de bala. Depois de atendida, ela foi liberada pelo hospital.

De acordo com o presidente estadual do PT, Doutor Rosinha, além da presença policial permanente no acampamento, o grupo cobrou celeridade na apuração do crime e segurança ostensiva na programação do Dia do Trabalhador.

A data contará com um evento que irá unificar sete centrais sindicais e diversos movimentos populares na capital paranaense, que já está recebendo caravanas de todas as regiões do Brasil e de outros países.

“Os olhares do mundo estão voltados para Curitiba, então, para a Sesp, é importante demonstrar que há segurança”, disse Rosinha.

O deputado federal Enio Verri (PT-PR) ressaltou a preocupação das entidades organizadoras do acampamento com o avanço do fascismo e outras práticas que buscam limitar o direito de manifestação.

“Está tão acentuado esse nível de reação à prisão do ex-presidente Lula, principalmente por parte daqueles que defendem a prisão, que estão indo ao extremo da violência, por isso ocorrem fatos como esse”, completou.

O presidente estadual do PT acrescentou que foi verificado um aumento das ofensivas às lideranças políticas. “Tenho 26 anos de vida pública, sempre fizemos disputa política e ideológica, mas nunca vi tamanha agressividade aqui no Paraná ou mesmo no Brasil”, destacou.

Já a presidenta da Central Única dos Trabalhadores no Paraná (CUT-PR), Regina Cruz, informou que, além da presença policial no espaço, haverá reforço na segurança por parte dos próprios movimentos.

Ela lembrou que os militantes do acampamento, que hoje reúne entre 80 e 100 pessoas e deverá receber novos apoiadores nos próximos dias, têm sido alvo de ameaças constantes por parte de transeuntes que circulam pelo local.

Diante do atentado, a organização irá colocar câmeras de vigilância no acampamento. Outras providências já estariam sendo tomadas, como, por exemplo, a identificação dos veículos de pessoas que passam pelo local dirigindo ofensas aos militantes.

“Vários carros já foram marcados e vamos enviar para investigação por parte da Policia Civil”, completou a dirigente.

Ela também reafirmou que, apesar do ocorrido, os movimentos seguirão em mobilização permanente contra a prisão de Lula.

“Vamos manter o 1º de Maio, a vigília, o acampamento. Nada mudou”, finalizou.

Sesp

Na reunião com as lideranças do acampamento, estiveram presentes o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Naylor Gustavo Robert de Lima, e o tenente-coronel Orlando Artur da Costa. Eles não se pronunciaram junto à imprensa após o encontro.

Segundo as lideranças políticas que estiveram na reunião, os gestores teriam se comprometido a atender os pedidos feitos pelos movimentos.

A reportagem tentou contato com a assessoria de comunicação da Sesp por meio de ligações telefônicas, mas os celulares estavam desligados.

Foi aberto um inquérito policial para investigar o ataque. A moça atingida no atentado e duas testemunhas serão ouvidos ainda na tarde deste sábado.

Fonte: Brasil de Fato

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