1918- Manoel Caetano- 2018 Centenário

Há cem anos nasceu em Caxias no dia 30 de julho de 1918 Manoel Caetano Bandeira de Melo que veio a falecer no Rio de Janeiro no dia 07 de maio de 2008. Desde muito jovem manifestou acentuado pendor pelas letras, começando por colaborar na imprensa da capital maranhense.

No final da década de 1930 transferiu-se para o Rio de Janeiro e aí passou a colaborar no jornal literário “ Dom Casmurro” levado pelo conterrâneo e companheiro Josué Montello.

Como jornalista profissional o ilustre caxiense Manoel Caetano desenvolveu intensa atividade na imprensa carioca, em que exerceu as funções de redator de “ A Nota”. O Imparcial, diários associados- na seção “ Semana Internacional “- redator chefe da gazeta de notícias.

Em novembro de 2004, quando presidente da ACL, enviei ao ilustre conterrâneo o diploma de sócio honorário da nossa Academia, e outros trabalhos de caxienses, do qual recebi uma longa carta de agradecimento, manuscrita e que agora faço questão de publicar neste artigo alguns parágrafos da mesma:

“Venho agradecer-lhe os documentos que me enviou, entre os quais o Diploma de Sócio Honorário da Academia Caxiense de Letras, distinção que muito me honra, tanto mais que partida de minha terra natal. Vou colocar o Diploma num quadro para figurar ao lado de outros com que fui honrado, como o de Cidadão Honorário do então Estado da Guanabara; Cidadão Honorário do Estado Norte-Americano do Texas; e detentor do prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, com o livro ‘Canções da Morte e de Amor (1969)’.

Li atentamente o seu discurso de posse, pelo qual parabenizo. Li o jornal A Voz dos Balaios nome tão caxiense.
Nasci em Caxias a margem do rio Itapecuru na casa do comerciante José Maranhão, ele e a esposa tios de minha mãe, de minha família caxiense.
Junto alguns livros de minha autoria, esgotados, que ofereço à Academia Caxiense de Letras, um deles a seu presidente (me emocionou o seu autografo).

Da primeiríssima infância em Caxias guardo a memória de um largo e da Igreja da Matriz, parece-me, do coro de moças e senhoras, entre elas minha mãe cantando: “Rogai por nós, rogai por nós …”.

Aceite, companheiro Jacques, como agora está em moda dizer-se, todo o renovado agradecimento, apreço intelectual e estima do conterrâneo e confrade. Manoel Caetano Bandeira de Melo.

P.S – recordo 03 banhos do riacho do Ponte, deliciosos.

PS2- Li seu trabalho. Sobre a cadeira nº11, que ocupa na ACL, que aliás é o mesmo número da cadeira que ocupo na Academia Maranhense de Letras.

Agradeço-lhea cativante dedicatória. Pude ver quem é o Profº. Jacques Inandy Medeiros, sua atuação no magistério, na área técnica, e os títulos recebidos e os trabalhos publicados. Li ainda sobre o seu ilustre patrono e avô Profº. José do Rego Medeiros, um marco em nossa cultura e educação.

Felicitações e este abraço sempre muito cordial.

Manoel Caetano Bandeira de Melo”.

Citei apenas alguns parágrafos de sua carta de um caxiense apaixonado pela sua terra.

Profº Jacques Medeiros
Professor Emérito da UEMA
Membro da Academia Caxiense de Letras e do Inst. Histórico e Geográfico de Caxias.

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