Votos de Haddad extrapolam os limites partidários

Joãozinho Ribeiro

Caros e estimados camaradas, bom dia!
Sem o uso das ferramentas teóricas mais adequadas, porém com o faro aguçado por muitas batalhas políticas, ao longo de toda uma passagem por esta breve estação terrena, compartilho uma análise focada mais no instinto político e poético, diante da conjuntura que se apresenta diante das nossas mais elevadas intenções e generosos gestos.

Pela experiência e conhecimento que adquiri, entendo que só vai crescer ainda nestas últimas semanas de campanha o candidato que tiver grande poder de capilarizacao e capacidade de mobilização em escala nacional. Isso inclui as redes e as ruas. Essa eleição é a primeira em que a Internet terá um papel fundamental, se não decisivo.

Como”o coiso” foi mexer com um segmento enorme e bastante representativo – as mulheres – vai ser objeto de grandes manifestações contrárias nos próximos dias. Por ter uma mulher do quilate político e graciosidade da Manuela como vice, as possibilidades de ampliação de votos do Haddad extrapolam os limites partidários. Não vejo nenhum outro candidato com essa capacidade de mobilização perante os segmentos organizados e representativos da sociedade, a não ser o Haddad e ainda um pouco o “coiso”; este focado em setores religiosos fundamentalistas e segmentos ultra-conservadores e de extrema-direita. Haddad começa a atrair, além dos segmentos intelectuais, acadêmicos, religiosos e artísticos, um forte contingente popular e sindical, além de setores empresariais que jamais embarcariam na aventura do “coiso”. Segundo pesquisa do Datafolha, o PT sozinho tem uma preferência de 29% do eleitorado, as demais legendas somadas só atingem 27%. Além destas singularidades, o Haddad é muito mais palatavel para setores da classe média alta e empresarial do que o Lula, em virtude do seu modo educado de dialogar, da sua robusta formação acadêmica, boa experiência de gestão administrativa, ser novo, paulista, branco e um “gato”, conforme algumas insinuações femininas que já o estão chamando de “trezao”. Esta é a minha modesta análise, baseada em tudo que já vivi, convivi e presenciei nestes 63 abris de existência, sem muitos “aprofundamentos cientificos”.

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