Morre, aos 73 anos, no Rio de Janeiro, Beth Carvalho, uma das maiores intérpretes do samba

Morreu na tarde desta terça-feira (30), a cantora Beth Carvalho, um dos maiores nomes do samba. A informação foi confirmada pelo empresário da cantora, Afonso Carvalho, através do seguinte comunicado:

“Queridos amigos e fãs,

Nossa querida Beth Carvalho partiu hoje as 17:33, cercada do amor de seus familiares e amigos. Agradecemos todas as manifestações de carinho e solidariedade nesse momento. Beth deixa um legado inestimável para a música popular brasileira e sempre será lembrada por sua luta pela cultura e pelo povo brasileiro. Seu talento nos presenteou com a revelação de inúmeros compositores e artistas que estão aí na estrada do sucesso. Começando com o sucesso arrebatador de “Andança”, até chegar a Marte com “Coisinha do Pai”, Beth traçou uma trajetória vitoriosa laureada por vários prêmios, inclusive um Grammy pelo conjunto da obra. Assim que possível, informaremos sobre o sepultamento.”

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Biografia – Elizabeth Santos Leal de Carvalho, mais conhecida como Beth Carvalho nasceu no Rio de Janeiro no dia 05 de maio de 1946. Desde que começou a fazer sucesso, na década de 1970, Beth se tornou uma das maiores intérpretes do gênero do samba, ajudando a revelar nomes como Luiz Carlos da VilaJorge AragãoZeca PagodinhoAlmir Guineto, o grupo Fundo de Quintal e Arlindo Cruz e Bezerra da Silva.

Beth é filha de João Francisco Leal de Carvalho e Maria Nair Santos Leal de Carvalho. Tem uma única irmã, chamada Vânia Santos Leal de Carvalho.[3] Decidiu seguir a carreira artística após ganhar um violão da mãe.[4] Aos oito anos, ouvia emocionada as canções de Sílvio CaldasElizeth Cardoso e Aracy de Almeida, grandes amigos de seu pai, que era advogado. Sua avó, Ressú, tocava bandolim e violão. Sua mãe tocava piano clássico. Sua irmã Vânia cantava e gravou discos de samba.

A carreira de Beth Carvalho se originou na Bossa nova. No início de 1968 participou no movimento Música nossa, que foi fundado pelo jornalista Armando Henrique, e pelo hoje, maestro Hugo Bellard. Os espetáculos eram realizados no Teatro Santa Rosa, em Ipanema, onde teve a oportunidade de gravar uma das suas canções “O Som e o Tempo”, no longplay do Música nossa. Nesta época ela gravou com o cantor Taiguara, pela gravadora Emi-Odeon.

Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples com a música “Por quem morreu de amor”, de Menescal e Bôscoli. Em 66, já envolvida com o samba, participou do show “A Hora e a Vez do Samba”, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela. Vieram os festivais e Beth participou de quase todos: Festival Internacional da Canção (FIC), Festival Universitário, Brasil Canta no Rio, entre outros.

Fonte: Maranhão Hoje

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