“NÃO TEM MAIS PCC COMANDANDO CRIMES EM PRESÍDIOS DE SÃO PAULO”, DIZ DORIA

 

Governador do Estado participou do programa Brasil Urgente, na Band, e comentou operação que transferiu Marcola

O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), participou nesta terça-feira, 23, do programa Brasil Urgente, da Band, e afirmou que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) não mais comanda crimes em presídios estaduais. “Acabou essa moleza. Não tem mais PCC comandando crimes de dentro dos presídios de São Paulo”, pontuou.

Doria fez a declaração ao comentar a transferência do principal líder da facção criminosa, Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como “Marcola”, para presídio federal. Além de Marcola, o governo de São Paulo transferiu, em fevereiro deste ano, outros 21 membros da cúpula do PCC para prisões federais em Mossoró, Brasília e Porto Velho.

O tucano observou que Marcola estava em um presídio estadual porque havia “medo” de colocá-lo para fora do Estado. “Eu não fui educado para ter medo. Eu fui eleito para cumprir com a minha obrigação. Quem tem medo não vem para a política, fica onde está”, acrescentou.

O governador ressaltou que a operação foi realizada sob extremo sigilo, o que garantiu o sucesso da transferência. A ação foi colocada em prática após a descoberta de um plano de resgate de Marcola e de outros integrantes da facção do presídio de Presidente Venceslau, onde o líder encontrava-se preso.

Segundo a inteligência policial, a facção teria investido dezenas de milhões de dólares nesse plano de resgate – inclusive com a compra de veículos blindados, aeronaves e armamentos.

O plano incluía o bloqueio de rodovias e o ataque à penitenciária de Presidente Venceslau e também ao Batalhão da Polícia Militar, além do corte de energia e comunicações nas unidades policiais do entorno. Após o resgate, os criminosos seriam levados para um aeroporto no norte do Paraná, de onde partiriam em outra aeronave para o Paraguai ou para a Bolívia.

O PCC movimenta quase US$ 800 milhões por ano no Brasil e tem cerca de 30 mil membros. É a maior organização criminosa da América do Sul. Com ligações com a máfia da Calábria (sul da Itália), passou a dominar o envio de cocaína da Bolívia para a Europa por meio de portos no Nordeste, Sudeste e Sul do País.

Fonte: Band

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