GILMAR MENDES DIZ QUE MORO E DALLAGNOL ATUAVAM COMO “JUIZ E BANDEIRINHA”

 

“De fato, é evidente que o juiz [Moro] estava combinando com o procurador [Deltan]”, disse Gilmar Mendes.

Depois da divulgação de uma série de mensagens sobre a articulação de procuradores da Lava Jato para investigar ilegalmente e criminalizar Gilmar Mendes, o ministro diz que está evidente a veracidade das conversas e que, nesta altura, já se pode fazer perícia dos diálogos. “De fato, é evidente que o juiz [Moro] estava combinando com o procurador [Deltan]. Eles estavam atuando como juiz e bandeirinha. Isso é evidente. Basta olhar”, declarou em entrevista ao blog do Josias, no UOL.

Gilmar Mendes referiu-se ao ex-juiz Sergio Moro e aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato como “delinquentes” e realçou que os mesmos “nunca negaram a origem e a existência das mensagens”, apenas “dizem que não reconhecem” a integralidade do material. O ministro disse também que o Supremo já possui duas cópias do material que revela as articulações, apreendido pela Polícia Federal no âmbito do inquérito sobre a ação dos hackers.

Para o ministro, entretanto, os indícios de autenticidade das conversas são grandes. “Há um contexto fático, há todo um encadeamento em termos de datas. Está cada vez mais difícil de negar a autenticidade”, completa.

Divulgadas na terça-feira (6) pelo jornal El País, em parceria com o Intercept, conversas privadas mostram que o procurador Deltan Dallagnol buscava levantar um possível elo entre Mendes e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador financeiro do PSDB. A aposta principal era que Gilmar Mendes, que já havia concedido dois habeas corpus em favor de Preto, aparecesse como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça. O objetivo era pedir a suspeição ou até o impeachment do magistrado.

Fonte: Revista Fórum

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