O FACEBOOK QUER “LER” SUA MENTE

 

Essa ideia perturbadora foi sugerida por um site britânico, com muitas especulações e algumas pistas que podem ser verdadeiras. Será mesmo?

A ambição de Mark Zuckerberg parece não ter mesmo limite. Além de ter publicado em 16 de fevereiro um texto bastante criticado em que defende uma “comunidade global” sustentada pelo Facebook e aparentemente acima dos governos, para “espalhar a prosperidade e a liberdade, promover a paz e a compreensão, tirar as pessoas da pobreza e acelerar a ciência”, ele também parece ter a intenção de “ler” mente das pessoas.

Pelo menos é isso o que relata uma matéria publicada no site britânico Business Insider. Com o título “Facebook mantém uma equipe misteriosa para desenvolve uma tecnologia que soa como uma leitura de mentes”, o texto explica que pode estar bem próximo da realidade o sonho de Zuckerberg de criar um mecanismo capaz de permitir que as pessoas decifrem os pensamentos alheios. Mas será que, além de assustador, isso pode ser possível?

A “equipe secreta” teria sido criada no ano passado com o objetivo de inventar uma interface computador-cérebro, que à primeira vista parece pura ficção científica. Mas, de acordo com o Business Insider, o Facebook estaria buscando PhDs em neurociência e engenheiros de software em anúncios que falam de conceitos como “neuroimagem”, “dados eletrofisiológicos” e “plataforma de comunicações do futuro”. Cita também uma declaração de Zuckerberg, de 2015, em que ele faz uma previsão: “Um dia, creio que seremos capazes de enviar pensamentos uns aos outros, diretamente, usando tecnologia”.

Não dá para negar que a matéria do site britânico se concentra em especulações e não revela nada muito concreto, mas mesmo assim cita detalhes perturbadores da suposta busca do Facebook. Não há pistas do tipo de tecnologia que tornaria possível a transmissão de pensamentos, mas teria de ser algo que combina os mundos físicos e digitais, além de novos sensores que decifrariam as ondas cerebrais.

A reportagem é assinada por Alex Heath, repórter de tecnologia e correspondente do site nos Estados Unidos. Ele lembra que recentemente Zuckerberg contratou especialistas como Mark Chevillet, que era gerente de programas de neurociência aplicada na conceituada Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, como chefe de projeto técnico, e Regina Dugan, que trabalhava no Google e passou a liderar “a nova equipe do Edifício 8” do Facebook.

Esse misterioso Edifício 8 teria a missão de desenvolver produtos capazes de “conectar o mundo” e, assim, ajudar Zuckerberg a concretizar seus projetos mais ambiciosos. Com ar de conspiração, Alex Heath pede que se alguém souber de mais alguma coisa que esteja acontecendo no Edifício 8, que entre em contato com ele “de forma segura e discreta”. Pode ser que haja algum fundamento na notícia, pode ser que não, mas a ideia de ler a mente dos outros – e os outros lerem a nossa – não parece animadora. Afinal, os pensamentos são ou não perigosos?

Fonte: Bayer e Jovens

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