Dois únicos municípios do MA dirigidos pelo PSL desaparecerão com PEC de Bolsonaro

Por Raimundo Borges

Caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Pacto Federativo seja aprovada da forma como o Governo federal a remeteu ao Congresso Nacional, o Maranhão perderá quatro municípios que possuem menos de 5 mil habitantes e não têm 10% de renda própria em relação à receita geral.

Os quatro municípios maranhenses de menor população são Nova Iorque, São Pedro dos Crentes, São Félix de Balsas e Bernardo do Mearim. O curioso é que as duas primeiras atualmente são administradas pelos dois únicos prefeitos que o PSL elegeu em 2016. O PSL é o partido que deu legenda a Jair Bolsonaro para que ele chegasse à Presidência da República.

Desde 1° de janeiro de 1997, o Maranhão possui 217 municípios. Naquela data, foram instalados 81 novos municípios aprovados pela Assembleia Legislativa do Estado, após um processo que incluiu plebiscitos em todos os municípios que se queria desmembrar. 

São Pedro dos Crentes é dessa leva e se destaca pelo conservadorismo da população,  majoritariamente evangélica. Em 2018, foi o único município do Maranhão onde o então candidato Jair Bolsonaro foi o mais votado no primeiro turno da eleição

Por outro lado, a Nova Iorque do Maranhão já é centenária: foi criada em 1896 e teve sua primeira sede municipal submersa pelas águas do lago que se formou com a construção da barragem de Boa Esperança, na divisa entre Piauí e Maranhão,  entre os meados da década de 1960 e o início da de 1970.

Se é possível e até provável que os prefeitos de São Pedro dos Crentes e de Nova Iorque (Lahésio Rodrigues do Bonfim e Mayra Ribeiro Guimarães, respectivamente) sigam Bolsonaro para o futuro partido que este pretende criar, o mesmo não acontece com o presidente estadual do PSL no Maranhão,  vereador Francisco Carvalho, há 17 anos no comando da sigla no Estado e no exercício de seu oitavo mandato na Câmara Municipal de São Luís.

Para Carvalho, com ou sem Bolsonaro, “no Maranhão nada muda no PSL”. Ele parece ter razão: mesmo com a enxurrada de votos que o atual presidente teve no Estado, o partido elegeu apenas um deputado estadual no ano passado e a candidata à governadora da legenda, Maura Jorge, conquistou apenas 7,8% dos votos do eleitorado local.

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