Eneva vai instalar em janeiro sua turbina de 352 toneladas no MA

Por Raimundo Borges

A indústria do Maranhão, a exemplo da nacional e até mundial amplamente impactada com a pandemia do coronavírus, vai começar 2021 com a instalação da gigantesca turbina, de 352 toneladas, no Complexo Termoelétrico Eneva em Santo Antônio dos Lopes, 301 km de São Luís.

Levar o equipamento até o local resultou na maior operação de transporte rodoviário realizada no Maranhão, que gastou 14 dias em novembro passado em deslocamento sobre uma carreta de mais de 106 metros de comprimento, 40 eixos e 300 pneus, pela BR-135. Foi preciso interditar a rodovia em vários trechos, com a instalação de sobreponte modular de aço, para suportar o peso, nas 10 pontes existentes na rodovia federal, tudo com escolta e batedores da Polícia Rodoviária Federal.

A operação foi concluída com sucesso na manhã do último dia 10. Na verdade, a imensa carga transportada do gerador de energia faz parte do complexo o Complexo Termoelétrico Eneva, e começou no dia 13 do mês de outubro, nos EUA, no Porto de Albany. Foi construída pela General Eletric (GE) e chegou ao Porto do Itaqui em São Luís, no dia 23 de outubro. Para levá-la ao interior do Maranhão, por rodovia, exigiu inúmeras reuniões, envolvendo mais de 100 pessoas entre policiais rodoviários e técnicos e profissionais da área de saúde.

Uma verdadeira operação de guerra

A UTE Parnaíba V, usina do Complexo Termoelétrico Eneva, vai gerar mais 385 MW no Maranhão sem consumo adicional de gás. Teve como responsável pelo transporte e sua instalação em 2021, a construtora Techint.

A montagem da turbina

A montagem do gerador começará em janeiro e estará pronto para funcionar em setembro de 2021. O gerador, da General Electric (GE), é o coração da UTE Parnaíba V, que vai ampliar a segurança do sistema elétrico nacional.

Engenheiro Vilmar Carneiro, diretor do Complexo Parnaíba

Segundo o diretor do Complexo Parnaíba, engenheiro Vilmar Carneiro, este é um dos maiores parques de geração de energia térmica a gás natural do país. “Ele é pioneiro no modelo integrado de negócios, utilizando o gás natural produzido na região do Médio Mearim para gerar energia elétrica”.

Explica o diretor que, com 1,4 GW de capacidade instalada, a operação responde por 11% da geração térmica a gás do Brasil. “Somos a única empresa a produzir gás no Maranhão e geramos o pagamento de royalties e participações governamentais ao estado. O benefício desse projeto instalado na região é bastante expressivo, gerando centenas de empregos e renda para toda comunidade ao redor do empreendimento e o Maranhão como todo”.

Investimentos de R$ 9 bilhões

O Complexo Termelétrico Parnaíba é um conjunto de parques térmicos de geração de energia, situados na cidade Santo Antônio dos Lopes. O gás utilizado na geração de energia é produzido em campos localizados nas proximidades do complexo. Com 1,4 GW de capacidade instalada, a geração representa 11% da capacidade de energia térmica a gás do Brasil. Atualmente, é a maior termelétrica a gás natural do país.

A exploração de gás na Bacia do Parnaíba tem capacidade de produzir 8,4 milhões de m³ de gás por dia, explorados pela empresa Eneva, com a implantação de 153 km de gasodutos, ao custo do investimento de R$ 9 bilhões. Com isso, o Maranhão tornou-se pioneiro e o segundo maior no país, na exploração de gás em terra firme e transporte por gasodutos até um parque termelétrico.

As cidades envolvidas na exploração de gás são: Lima Campos, Santo Antônio dos Lopes, Capinzal do Norte, Trizidela do Vale e Pedreiras. A Eneva, por meio de sua subsidiária Parnaíba Gás Natural, tem área total por concessão superior a 40 mil km² na Bacia do Parnaíba, no Maranhão. A empresa também é dona Usina Terméletrica Porto do Itaqui, em São Luís, com capacidade de gerar até 360 MW, movida a carvão mineral e mais oito campos declarados comerciais: cinco deles em produção (Gavião Real, Gavião Vermelho, Gavião Branco, Gavião Caboclo e Gavião Azul) e três em desenvolvimento (Gavião Preto, Gavião Branco Norte e Gavião Tesoura). A Eneva tem, ainda, sete Planos de Avaliação de Descoberta (PADs), sete blocos exploratórios obtidos na 13ª Rodada de Licitações da ANP, em 2015, e cinco blocos obtidos em 2017.

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