Brandão: “Sou candidato em 2022, sem plano B ou plano C”

Por Raimundo Borges

“Não tenho plano B, C ou D para a disputa do governo em 2022. É uma posição irreversível. A lei só me permite ser candidato a governador. Não posso pensar em Senado, Câmara Federal, ou cargo qualquer. Portanto, não me resta outro caminho”, disse o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), em conversar com O Imparcial. Ele, assim como o secretário da Articulação Política do governo, Rubens Jr, dá como decidida a posição do governador Flávio Dino (PCdoB) em concorrer ao Senado, o que, obrigatoriamente, o levará desincompatibilização do cargo até o começo de abril de 2022.

Brandão diz que nunca foi um vice-governador “decorativo” e nunca armou nem participou de qualquer ato de conspiração contra Flávio Dino, de quem é merecedor de absoluta confiança. Além, do mais, pesa em seu currículo político ter sido quatro vezes secretário de estado (Casa Civil, Articulação Política, Chefia de Gabinete e Meio Ambiente), além de duas vezes deputado federal e ser “ficha limpíssima”. Tem recebido importantes missões do governo do Estado e as cumpre, todas com responsabilidade, além de ser profundo conhecedor dos problemas do Maranhão em suas diferentes áreas.

Ano do municipalismo

Brandão está na incumbência, dada por Flávio Dino, de cuidar da movimentação junto aos prefeitos, na companhia dos secretários que atuam no fortalecimento do municipalismo em 2021. Os secretários Rubens Jr (Articulação Política), Márcio Jerry (Cidades) e os demais vão atuar em bloco para realizar parcerias com as prefeituras. Trata-se do último dos dois mandatos de Flávio Dino, dentro do qual não haverá tempo para o governo tocar obras estaduais nos municípios. Ele prefere entregar os projetos às prefeituras, cuja realização fica apenas sob a supervisão e fiscalização do Estado.

Nos 15 dias de dezembro em que ficou no exercício do governo, durante as férias de Flávio Dino, Carlos Brandão recebeu 153 prefeitos de todos os partidos e vai continuar com as conversas até completar os 2017. Em reação ao chefe do Executivo de São Luís, Carlos Braide (Podemos), Brandão disse que o primeiro contato deverá ser com Flávio Dino. Ele sabe que Braide acaba de assumir a prefeitura e está tomando pé da situação geral da administração e do tamanho dos problemas que tem no curto e médio prazos.

Logo em seguida ele deve ultrapassar o portão que separa os Palácios dos Leões, do La Ravardière, para expor suas reivindicações ao governador. Os secretários Rubens Jr e Márcio Jerry já disseram que Dino está pronto para manter contato com Eduardo Braide. Até o momento, o prefeito de São Luís só falou sobre o assunto no discurso de posse, quando afirmou que vai procurar sim, o governo do Estado para firmar parcerias em prol das melhorias que pretende introduzir na capital maranhense.

“Coisinhas de disputas”

Sobre as rusgas que ficaram da eleição da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) entre ele e o senador Weverton Rocha (PDT), que apoiaram candidatos opostos, “são coisinhas pequenas que não duram”. Toda disputa deixa descontentamentos, mas na política nada se faz parecido com a maré mansa. Acredita que o governador Flávio Dino, como líder do grupo governista, se encarregará de aplainar a situação e trazer todos para o ambiente de pacificação e tranquilidade. Ademais, ele, Brandão já conversa com todos os prefeitos.

Brandão analisou que prefeito de Caxias Fábio Gentil, do Partido Republicanos não sofreu uma derrota. Sua candidatura foi definida 10 dias antes da eleição, com uma interrupção no meio, em razão de ter sido contaminado de covid19, enquanto o presidente da Famem, Erlânio Xavier já vinha trabalhando a reeleição com há dois anos. Ele trabalhou diretamente com os prefeitos que liderou na Famem e ganhou. “Mas eleição é assim mesmo. Estamos juntos e vamos continuar trabalhando pelo Maranhão”, explicou.

O vice-governador acredita que Flávio Dino percebeu que a esquerda é uma área complicada quando se fala em assuntos nacionais, tipo a eleição presidencial. O PT de Lula e Fernando Haddad vive a tapas e beijos com o PDT do ex-ministro Ciro Gomes. E ninguém sabe com os dois partidos pretendem, no final dos prazos eleitorais, enfrentar o presidente Jair Bolsonaro, que continua com um percentual alto de aprovação.

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