O último soviético: a história do cosmonauta deixado no espaço com o fim da URSS

Ele foi para o espaço como soviético. Enquanto estava a 350 km de distância do planeta Terra, a URSS acabou e ele ficou temporariamente sem país para voltar.

 Sergei Krikalev na estação espacial Mir em 1991, onde ficou 312 dias (Foto: Foto: Reprodução/TASS))
Sergei Krikalev na estação espacial Mir em 1991, onde ficou 312 dias (Foto: Foto: Reprodução/TASS))

Em 1991, quando Sergei Krikalev deixou sua terra natal, morava em uma cidade chamada Leningrado e era cidadão de um um megaestado composto por quinze países. Foi enviado para passar cinco meses fora. No meio da viagem, porém, a organização que o enviou deixou de existir. Leningrado voltou a ser São Petersburgo; seu país, a União Soviética (URSS), se desfez em várias repúblicas independentes e Krikalev foi avisado de que não tinham como financiar sua viagem de volta.

Não seria lá grande problema algum atraso, se Sergei Krikalev estivesse em alguma acomodação adequada pelo globo terrestre. Não estava. O cosmonauta soviético estava a 350 quilômetros do planeta, na órbita da Terra, a bordo da estação espacial Mir. Atraso, por sinal, não é sequer a palavra certa: a viagem de cinco meses dobrou de duração, estendendo-se por dez.

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