Amazônia sustentável

Por Raimundo Borges
O Imparcial – Não é todo dia que se ver uma organização empresarial voltar sua atenção para a defesa do meio ambiente e o desenvolvimento de uma economia sustentável. Portanto, é de extrema relevância o esforço da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) em criar o Instituto Amazônia+21, com o apoio das congêneres dos nove estados da Amazônia Legal, região que engloba 59% do território brasileiro.

A iniciativa inédita e inovadora traz uma visão diferente do futuro sobre a região mais observada atualmente por governos, organizações sociais, ambientalistas e pesquisadores do mundo inteiro. O mais importante bioma da terra, com suas variedades de flora, fauna e minérios é a alma do Instituto Amazônia.

A meta é preservar o ‘pulmão do mundo’, no século 21 quando a natureza nunca foi tão atacada pelo homem. O projeto tem a nobreza na origem, ao buscar formas modernas de investimentos na Amazônia Legal, sem destruí-la.

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A meta é preservar o ‘pulmão do mundo’, no século 21 quando a natureza nunca foi tão atacada pelo homem

Interessa ao Maranhão que tem mais de 60% do seu território incorporado à região. Ontem, o presidente da Fiema, Edilson Baldez abriu o encontro de empresários, apresentando o sentido do Instituto Amazônia+21, com seus detalhamentos e metas preservacionistas em negócios sustentáveis. Presume-se que tais objetivos envolvam e fortaleçam as comunidades locais.

Segundo Baldez, a demanda nacional e internacional por esse tipo de iniciativa foi mapeada no Fórum Mundial Amazônia+21, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em novembro de 2020.

É a mesma visão de Marcelo Thomé, presidente da FIERO e do Instituto instalado ontem. Para ele, a concepção do instituto contempla uma pauta de negócios que enxerga na região o principal vetor de desenvolvimento sustentável do Brasil e da indústria verde brasileira, desde que haja ferramentas de controle rigoroso sobre tais atividades.

Os negócios sustentáveis fazem parte de um novo modelo empresarial, discutido mundo afora. Nesse modelo, produtos e serviços buscam incorporar, de forma integrada, os aspectos sociais, econômicos e ambientais. A estratégia ultrapassa a mera tecnologia e abrange todo o ciclo de vida do produto – da matéria prima à eliminação.

A Amazônia Legal (5 milhões km²) tem enorme potencial tanto para atividades preocupadas com a preservação ambiental, como também para negócios predadores movidos à ambição e ao lucro fácil. É para o controle de ações com esse fim, que entra a ação do Instituto Amazônia, criado ontem em São Luís, sob a liderança do empresário maranhense (de Rosário), Edilson Baldez.

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