Betto Pereira celebra 40 anos de carreira com a Mostra Cazumbá Mundi

Abertura para convidados nesse sábado (20.11) e temporada de 23 a 28.11 na Casa do Maranhão.

Do Maranhão para o mundo! Essa é a proposta da mostra Cazumbá Mundi, um projeto cultural diferenciado, que celebra 40 anos de carreira do multi talentoso artista plástico, cantor e compositor Betto Pereira; com realização da Baronesa Produções e Espaço Betto Pereira.

Um pocket show com artistas como César Nascimento, Zeca Baleiro, Emanuel Jesus, Zé Olhinho (Boi de Santa Fé) e Flávia Bittencourt além do próprio Betto Pereira, marca a abertura da mostra Cazumbá Mundi

Com a curadoria de Carlos Dimuro (RJ), a exposição Cazumbá Mundi apresenta 15 telas inéditas assinadas por Betto Pereira, retratando o personagem Cazumbá; sob uma visão universal, e homenageando o “Boi de Santa Fé”, além de grandes artistas nacionais e internacionais, que influenciaram a trajetória do artista. Esse projeto foi viabilizado graças à Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Grupo Potiguar e do Governo do Estado do Maranhão.

A abertura para convidados acontece nesse sábado (20.11) às 20h no Convento das Mercês. E como em todas as mostras de Betto Pereira a música está sempre presente; haverá um pocket show com participações especiais de Zeca Baleiro, Zé Olhinho, César Nascimento, Emanuel Jesus e Flávia Bittencourt. O público poderá acompanhar tudo em tempo real, pelo canal do YouTube “Betto Pereira Oficial”.

Amigos e artistas que levam a cultura popular do Maranhão para o mundo: Zeca Baleiro e Betto Pereira tendo uma tela de Cazumbá pintada por Betto em sua técnica espatulada ao fundo.

Depois, a exposição ficará em cartaz de 23 a 28 de novembro de 2021, na galeria da Casa do Maranhão na Praia Grande. Com o cumprimento de todos os protocolos, o público poderá conferir presencialmente a exposição; que ganhará posteriormente circulação nacional e internacional.

Esse projeto contempla ainda, uma oficina do artista Betto Pereira na sede do Boi de Santa Fé, para crianças e jovens da comunidade do Bairro de Fátima. E conta com apoio da Prefeitura de São Luís, da Secretaria de Turismo de São Luís, Cervejaria Dona e Cachaça Capotira. A Produção geral é da Interart Produção Criativa, de Emanuel Jesus e Ellen Soares.

ENTREVISTA COM BETTO PEREIRA:

COMO SURGIU A IDEIA PARA ESSE PROJETO?

R: “A ideia para a exposição Cazumbá Mundi surgiu há cerca de 3 anos, bem antes da pandemia. Eu já venho pintando Cazumbás há algum tempo e queria homenagear os artistas que fizeram parte da minha carreira musical desde muito cedo; aqueles que me influenciaram enquanto cantor, e me influenciam até hoje. Músicas que marcaram a minha história, um tipo de playlist pessoal desde a minha adolescência. E mais, queria também homenagear o Bumba Meu Boi de Santa Fé que é belíssimo e merece ser universa. Quando fui morar no Rio de Janeiro há sete anos, já tinha essa ideia. Então resolvi juntar tudo nessa mostra interativa que une folclore e música. Afinal, não sei se eu sou um cantor que pinta ou um pintor que canta. Uma coisa está ligando à outra.  Eu sempre pinto a minha aldeia e as minhas lembranças nesses 40 anos de carreira.

Tudo isso está na mostra Cazumbá Mundi, que começa por São Luís, graças ao patrocínio do Grupo Potiguar via Lei Estadual de Incentivo à Cultura; mas que depois vai ganhar o mundo”.

QUAL É A PROPOSTA DO CAZUMBÁ MUNDI?

R: “A proposta do Cazumbá Mundi é levar as cores e a cultura popular, através das artes plásticas e da música, para o mundo. Eu acho que a cultura maranhense merece ser respeitada e reconhecida, ir além das fronteiras do Estreito dos Mosquitos. Eu pintei as caretas de Cazumbás nos corpos de grandes artistas que me inspiraram. Considero a cultura maranhense uma das mais rica e belas desse país e que está na hora de encararmos esse projeto como universal, sair um pouco do limite regional. A gente sabe que não é fácil romper essa fronteira regional para ser reconhecida nacionalmente. Então a minha intenção é, através das artes plásticas, levar a música e a batida do Boi de Santa Fé e as caretas dos Cazumbás pintadas por mim, para o mundo. O renomado Carlos Dimuro, curador do Museu Nacional de Belas Artes e um cara respeitadíssimo no cenário nacional, escritor, poeta está comigo, e ele está apaixonado por esse trabalho. A intenção é revelar ao mundo tudo o que é produzido de cultura popular no Maranhão”.

QUAIS SÃO OS ARTISTAS HOMENAGEADOS NA MOSTRA?

R: “São 15 artistas / telas entre eles a minha querida madrinha Alcione, uma referência maranhense em nível mundial; o nosso João do Vale maravilhoso. Afinal, quem não se espelhou nas canções desse pedreirense? Zeca Baleiro, que é de uma geração mais nova e eu acompanhei de perto o início da carreira dele, meu parceiro e padrinho desse projeto. Tom Jobim, Gilberto Gil que é um ídolo para mim além de um artista completo, e que participou do meu show Terecô no RJ; além de artistas internacionais que embalaram a minha trajetória musical como Bob Marley, Elton Jhon, Madona e outros que quero deixar em suspense para que as pessoas possam ir ver a exposição na Casa do Maranhão de 23 a 28/11”.

QUEM É BETTO PEREIRA? VOCÊ SE CONSIDERA MAIS MÚSICO OU MAIS ARTISTA PLÁSTICO?

R: “Eu já pinto há muito tempo. Comecei como desenhista aos 15 anos, mas então enveredei como músico, e segui em paralelo como um auto didata nas artes plásticas. Me dediquei por mais de 40 anos à música, e agora retomei a pintura de uma forma bem profissional; até porque meu curador Carlos Dimuro esteve aqui há cerca de 9 anos e se encantou com meu trabalho e disse que seu eu chegasse ao RJ com esse tipo de pintura, com essa verdade que trago nas telas, minha mistura de cores, e temas da minha aldeia seria um sucesso. Então aos 57 anos decidi me aventurar, e me mudei para o Rio e graças a Deus tenho conseguido penetrar bem nesse mercado. Me considero ambos, músico e artista plástico, na mesma dimensão. Até porque temos esse projeto chamado Telas e Tons. Qualquer exposição minha, eu também canto nas galerias, e se torna algo diferente. Eu passei como músico cantando na noite, aprendi a ser um artista mais completo no Laborarte, e a minha história de vida foi no Maranhão, então levo tudo isso na minha arte onde quer que eu vá” .

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