Nas franjas de 2022

Por Raimundo Borges

O Imparcial – Nas franjas das eleições presidenciais do Brasil em 2022, a disputa do Palácio dos Leões, sede do governo maranhense, tem seus ingredientes peculiares. Da esquerda à extrema direita, passando pelo centro, as ramas da disputa estadual já busca sustentação na eleição presidencial.

Weverton Rocha (PDT) grudou sua imagem à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, o senador Weverton Rocha (PDT) grudou sua imagem à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera em todas as pesquisas da disputa presidencial, com distância razoável do segundo colocado, Jair Bolsonaro. O líder do PDT no Senado deixou de lado até a pré-candidatura do ex-ministro Ciro Gomes, de seu partido.

O vice-governador Carlos Brandão, presidente regional do PSDB mantém-se como observador constrangido da confusão interna na legenda entre os postulantes à Presidência da República, João Doria (governador de São Paulo), Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul) e Arthur Virgílio (ex-prefeito de Manaus). Os três estão embaralhados na encrenca das prévias para escolha do candidato.

Carlos Brandão vai assumir o governo do Estado em abri

Brandão, portanto, vai assumir o governo em abril, quando o PSDB já terá indicado o nome para disputar o Palácio do Planalto.
Enquanto essa solução tucano não sai, Brandão se articula com a parte do PT maranhense que não quer saber de apoiar Weverton Rocha.

No próximo dia 29, o governador Flávio Dino (PSB) vai reunir os líderes dos partidos que apoiaram sua reeleição em 2018 para apontar o nome que espera eleger em outubro.

Se o bloco dinista sair rachado, a eleição de 2022 vai ser um salve-se quem puder. Hoje todos os interessados na eleição, nem de longe falam em direita, extrema direta, centro ou esquerda autêntica. Está tudo misturado. Os pré-candidatos sabem que o voto ideológico nunca elegeu governador no Maranhão, nem presidente.

Josimar do Maranhãozinho controla o PL no Maranhão, partido que o promete ter Bolsonaro a partir do dia 30 de novembro

Jair Bolsonaro vai se filiar no PL neste dia 30. É o mesmo partido que, ironicamente, cedeu o empresário José Alencar para vice de Lula em suas duas eleições presidenciais. Este ano, o PL descambou para a direita radical, com o acolhimento de Jair Bolsonaro. No Maranhão, a legenda é controlada pelo deputado federal Josimar do Maranhãozinho, mais bem votado em 2018, e que já se lançou à sucessão estadual.

Portanto, as duas eleições majoritárias do próximo ano não prometem ser divisor de água no quesito ideologia. É o velho estilo juntos e misturados.

Por isso o senador Roberto Rocha, maior amigo e alinhado de Bolsonaro no Maranhão, não sabe qual a parte que lhe caberá no latifúndio bolsonarista, pois também tem um velho projeto de um dia sentar na cadeira usada por seu pai, Luiz Rocha no Palácio dos Leões em 1983. Se acompanhar o amigo no PL, terá logo ali na frente um acerto de contas com Josimar. Juntos, na mesma chapa majoritária, é carga pesada para a extrema.

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