Barroso exibe novas urnas eletrônicas. Ataques de Bolsonaro são ‘assunto enterrado’

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Com urnas fora da rede, “não tem como atacar”, disse Barroso
RBA – “O próprio presidente Bolsonaro se manifestou pela credibilidade do sistema”, destacou o ministro, atual presidente do Superior Tribunal Eleitoral, o TSE.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, apresentou nesta segunda-feira (13) o novo modelo de urnas eletrônicas que será produzido para as eleições de 2022. Ele visitou uma fábrica em Manaus que irá produzir os principais componentes do novo equipamento. Em entrevista coletiva, o ministro afirmou que os ataques do presidente Jair Bolsonaro à confiabilidade do sistema de votação ficou no passado.

“Os críticos mais ferrenhos já diminuíram o tom da crítica. O próprio presidente Bolsonaro se manifestou pela credibilidade do sistema”, afirmou Barroso. “Esse assunto foi enterrado”, acrescentou.

Na entrevista, Barroso ainda ironizou: “Tem gente que acha que o homem não chegou à lua”, disse o ministro, que disse ainda que não é possível ter o “controle sobre o imaginário das pessoas”.

Depois de eleito, Bolsonaro passou a atacar as urnas eletrônicas, alegando que os resultados eleitorais da próxima eleição estariam em xeque, caso não fosse adotado o voto impresso. No entanto, em setembro, a investida cessou, após as Forças Armadas serem anunciadas como integrantes da Comissão de Transparência criada pelo TSE. Anteriormente, ele também havia reconhecido não ter provas sobre supostas fraudes no sistema eleitoral.

Ao centro, Luís Roberto Barroso comanda apresentação das novas urnas eletrônicas pelo TSE (Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE)

“As Forças Armadas vão empenhar seu nome, não tem por que duvidar. Eu até elogio o Barroso, no tocante a essa ideia, desde que as instituições participem de todas as fases do processo”, disse o presidente.

UE2020

Nesse sentido, Barroso destacou os mecanismos de segurança, auditabilidade e de transparência das urnas. O novo modelo UE2020 tem processador 18 vezes mais rápido que o do modelo anterior e bateria de lítio ferro-fosfato, que não precisa de recarga.

Além disso, as novas urnas contam com entradas USB para a utilização de pen-drives, em substituição aos cartões de memória usados no modelo anterior. Ademais, o terminal do mesário passa a ter uma tela sensível ao toque. A fábrica de Manaus, uma subsidiária da Positivo Tecnologia, vai produzir  225 mil novas urnas, de um total de 577 mil que serão usadas nas Eleições 2022.

O ministro disse, ainda, que os ataques cibernéticos se tornaram um grave problema nos últimos anos. Mas, sem acesso à internet, às urnas eletrônicas sempre foram imunes a esse tipo de problema. “Tudo é vulnerável no mundo em rede. O que fizemos foi tirar a urna da rede. Não tem como atacar”, ressaltou.

Confira a íntegra da coletiva

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