Lei da cachaça e tiquira é tema de visita da FIEMA à Assembleia Legislativa

Fiema – O vice-presidente executivo da Federação as Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Celso Gonçalo, acompanhado do presidente do Sindicato das Indústrias de Bebidas, Refrigerantes, Água Mineral e Aguardente do Estado do Maranhão (Sindibebidas), Jorge Luís Fortes, e técnicos da Federação, estiveram na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), nesta quinta-feira, 16, onde reuniram com o presidente do órgão, Othelino Neto, e com os deputados estaduais presentes, para agradecer pela aprovação dos projetos de lei que estabelecem padrão de identidade e características do processo de elaboração da tiquira e da cachaça do Maranhão. A autoria dos projetos é do deputado estadual Ariston Ribeiro (PSB). Na oportunidade, os parlamentares foram presenteados com amostras de cachaças e da tiquira produzidas no Maranhão.

O presidente Othelino Neto destacou a presença da comitiva da FIEMA, na sessão deliberativa da Assembleia Legislativa. “Recebemos com alegria a visita da FIEMA, que representa o setor produtivo, ainda mais trazendo um produto que é fabricado no Maranhão, como a cachaça Capotira, e que tem um padrão de qualidade elevado. Cheguei aqui, e vi, em todas as bancadas, esta lembrança, que representa, simbolicamente, a boa relação que nós temos com representantes do empresariado e, claro, é sempre importante que tenhamos esse diálogo permanente, ouvindo a opinião do empresariado maranhense, que é responsável por parte importante de nossa renda, e dos empregos gerados em nosso Estado”.

O autor dos projetos de lei, aprovados em outubro, o deputado Ariston Ribeiro, ressaltou a importância da elaboração de leis para melhorar a economia do Maranhão. “Montamos o projeto de qualificação da cachaça do Maranhão, para aperfeiçoar o processo de produção, que ainda é muito artesanal pelos pequenos produtores. Essa lei foi criada para melhorar e beneficiar a qualidade do produto, abrindo mais mercado para a cachaça e a tiquira do Maranhão, facilitando tanto para quem está produzindo como para quem está consumindo”, disse o deputado.

O reconhecimento a este segmento de bebidas é um pleito antigo do empresariado e iniciou com o projeto Cartima (Cachaça Artesanal e Tiquira do Maranhão), formado por entidades de classe, instituições governamentais e não governamentais, instituições de ensino e pesquisas e empresários com o objetivo de aperfeiçoar os métodos de produção, a formação de mão de obra, a realização de pesquisas e regulamentos para o setor, a fim de gerar oportunidades de desenvolvimento do mercado de cachaça e tiquira maranhense.

Em 2020, o Comitê Gestor do projeto – formado pelas instituições FIEMA, SINDIBEBIDAS, SEBRAE E SENAI, renovou o Termo de Cooperação para a gestão e execução até 2022, mantendo os pilares de desenvolvimento – agricultura e meio ambiente, indústria, financeiro e mercado, mas com uma nova estrutura de mensuração de resultados e acompanhamento da evolução nas unidades produtivas no Maranhão.

Para o vice-presidente executivo da FIEMA, Celso Gonçalo, o segmento de alimentos e bebidas é gerador importante de emprego e renda no Maranhão e é um dos setores que a Federação trabalha para tornar cada vez mais competitivo no mercado. “É um produto importante da indústria maranhense, um produto que já existia no mercado há bastante tempo, só que não tinha nenhuma referência, nenhum controle. Agora, esse setor está sendo formalizado, o produto tem qualificação, cada dia mais marcas estão aparecendo e se registrando, com a melhor qualidade, não deixando a desejar para nenhum outro produto do segmento. Essa é uma ação da maior importância da FIEMA juntamente com o Sindibebidas, pois estamos podendo resgatar algo que há anos os empresários lutavam para conseguir”.

O presidente do Sindibebidas, Jorge Fortes, reforçou que as leis são muito bem-vindas para o desenvolvimento da cachaça e da tiquira produzidas no Maranhão. “Muitos deputados que estão aqui, aprovaram a nossa lei, que regulamenta o padrão de qualidade da cachaça e a tiquira. Nossa intenção é dar visibilidade, para toda a sociedade maranhense, do que esse produto pode representar, inclusive, com dividendos para o Estado, recolhimento de impostos e, também, fortalecendo essa cadeia produtiva para os empresários”.

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