França bate 100 mil novos casos diários de covid-19 no Natal

Pessoas caminham em rua de cidade francesa, com comércio ao fundo.

DW – Ritmo de novas infecções dobrou em menos de um mês com a difusão da variante ômicron. Presidente Emmanuel Macron comandará reunião na segunda-feira sobre novas medidas para conter a pandemia no país.

O número de novos casos diários de covid-19 na França atingiu pela primeira vez seis dígitos neste sábado (25/12), dia de Natal, quando as autoridades registraram 104.611 casos nas 24 horas anteriores, um recorde pelo terceiro dia consecutivo.

A barreira foi rompida antes de uma reunião convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron e membros de seu governo para segunda-feira, quando serão discutidas novas medidas para conter a propagação da doença no país.

As autoridades francesas estão preocupadas com o efeito da rápida disseminação da variante ômicron, e na sexta-feira recomendaram aos adultos que tomem uma dose de reforço três meses após terem concluído o regime inicial de vacinação.

Novas medidas

O governo francês também irá fazer mudanças no passaporte sanitário emitido para as pessoas vacinadas, para que ele só seja válido se a pessoa tiver tomado também a dose de reforço. Além disso, um teste negativo não deve mais ser suficiente para acessar vários lugares.

O passaporte é hoje necessário para frequentar cafés, restaurantes e espaços públicos, assim como para fazer viagens internacionais.

Algumas regiões da França já implementaram novas medidas de segurança. No final de novembro, os funcionários do departamento de Savoie, no sudeste do país, reintroduziram o uso obrigatório de máscaras, não apenas em espaços públicos fechados, mas também ao ar livre, uma medida que acabou de ser adotada na vizinha Itália.

Os números mais recentes da França mostram um aumento dramático comparado com o início do mês. Em 4 de dezembro, o número de novos casos diários havia superado os 50 mil e seguiu crescendo de forma constante.

Até o momento, a França registrou 122.546 mortes por causa da covid-19, e 76,5% da sua população está totalmente vacinada.

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