No fogo cruzado

Por Raimundo Borges

O Imparcial  – A disputa pelo Palácio do Planalto fez deste começo de ano eleitoral uma situação meio desconjuntada. Enquanto as pesquisas eleitorais colocam o ex-presidente Lula da Silva (PT) navegando em céu de brigadeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sente a pressão que vem de baixo. É o seu ex-ministro de Justiça Sérgio Moro (Podermos), que aparece em 3ª posição.

Se eventualmente houver a união entre Moro e Ciro numa mesma chapa, terá potencial para mudar o cenário desfavorável ao presidente em sua luta pela reeleição.

No meio do fogo cruzado das trincheiras petistas e dos que estão na retaguarda, Bolsonaro, porém não muda a sua estratégia de se manter posicionado ao lado dos seguidores que o mantém na faixa de 23% das intenções de voto (Pesquisa Genial Quaest), bem distante de Lula, que navega com 45% na mesma consulta (divulgada na 3ª feira 12/01).

Sérgio Moro ainda sem chegar a dois dígitos, busca um vice de forte apelo no eleitorado do centro. Recebeu um ‘Não’ de Joaquim Barbosa e se faz de surdo aos desafios de Ciro Gomes para um debate púbico. Há quem diga que Ciro seria o vice dos sonhos de Moro, assim como Moro seria o vice dos sonhos de Ciro. Pelo jeito, a hipótese é inviável.

Na verdade, essa primeira pesquisa de 2022 (já com registro na Justiça Eleitoral), não trouxe nenhuma alteração significativa do quadro da disputa do Palácio do Planalto.

O quadro apontado em 2021 manteve sólido tanto nas intenções de voto quanto na rejeição a candidatos. As variações estão dentro da margem de erro num e noutros quesitos, inclusive com números francamente desanimadores neste último para Jair Bolsona (66% não votariam de forma alguma), quanto para Dória (60%) e Sergio Moro (59%). Lula fica bem abaixo – 43%, o mesmo índice da pesquisa de dezembro.

Como a posição dos postulantes ao Palácio do Planalto tem tudo a ver com as eleições estaduais, os pré-candidatos a governador do Maranhão, por exemplo, provavelmente mantiveram-se nos mesmos patamares do ano passado. Principalmente, o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Como ainda não apareceu nenhuma pesquisa com o carimbo de 2022, acredita-se que até 31 de janeiro quando ocorrerá nova reunião de Flávio Dino com os partidos aliados, o cenário vai continuar na base da polarização interna no grupo. A única diferença é que Roseana Sarney, definitivamente não demonstra qualquer disposição de entrar na briga pelo Palácio dos Leões

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