Governo cria Auxílio Brasil e mantém cartão do Bolsa Família

Só 3 milhões de 17,5 milhões de famílias devem receber o cartão do Auxílio Brasil neste momento.

Com a criação do Auxílio Brasil, o governo de Jair Bolsonaro (PL) mudou o nome e elevou o valor do principal programa social do governo federal. Porém, 14,5 milhões de famílias continuarão recebendo o benefício com o cartão do Bolsa Família –programa criado pelo PT e extinto por Bolsonaro.

O Auxílio Brasil foi criado em novembro de 2021, em substituição ao Bolsa Família. Por determinação de Bolsonaro, o novo programa paga um benefício mensal de no mínimo R$ 400 às famílias mais vulneráveis. Além disso, o governo ampliou o público do auxílio, de 14,5 milhões para 17,5 milhões de famílias.

Para conseguir encaixar o novo benefício no Orçamento de 2022, o governo teve que aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios. Bolsonaro defendeu a proposta porque queria tirar a marca do PT da área social e ter seu próprio programa de transferência de renda para mostrar na campanha eleitoral de 2022.

Agora que o Auxílio Brasil foi criado, no entanto, o governo não deve entregar um cartão com o logo do novo programa para todas as famílias que têm direito aos R$ 400.

Apenas 3 milhões de famílias que entraram agora na lista de beneficiários do governo receberão o cartão do Auxílio Brasil neste momento. O envio será feito pela Caixa Econômica Federal pelos Correios.

As outras 14,5 milhões de famílias que já recebiam o Bolsa Família continuarão usando o cartão do programa criado pelo PT para sacar o benefício. “Os saques dos recursos do Programa Auxílio Brasil podem ser realizados com o cartão do programa anterior”, informou o Ministério da Cidadania.

Outra opção, segundo o governo, é movimentar os R$ 400 por meio da poupança social digital, disponível no aplicativo Caixa Tem. Neste caso, os brasileiros também podem usar o cartão social (disponível para quem tem acesso a benefícios sociais e trabalhistas) para fazer saques da poupança digital.

CUSTO

O Poder360 apurou que essas famílias, que representam mais de 80% do público do Auxílio Brasil, só devem receber o novo cartão quando o antigo vencer ou quebrar. Motivo: confeccionar 17,5 milhões de cartões seria caro para o governo.

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