Imbróglio da sucessão

Por Raimundo Borges

O Imparcial – A eleição de governador do Maranhão está diante de um impasse que, no frigir dos ovos pode acabar num imbróglio envolvendo o senador Weverton Rocha (PDT), o governador Flávio Dino e seu vice Carlos Brandão, hoje no PSDB, mas pode trocar de legenda a depender das circunstâncias políticas.

Brandão será o governador a partir de 31 de março e Flávio Dino, candidato a senador, apoiando Brandão e sendo por ele apoiado, além de ambos contarem com uma forte bancada de candidatos a deputado federal e estadual. Por trás desse cenário fervilham os atuais parlamentares e os novatos que entrarão no jogo.

Brandão será o governador a partir de 31 de março e Flávio Dino, candidato a senador, apoiando Brandão ao Governo do Estado

O senador Weverton Rocha trabalha sua pré-candidatura, mas pela experiência acumulada, sabe que se movimenta num terreno movediço. Se romper, como o cenário de hoje indica, terá contra si o governador Carlos Brandão, com a máquina na mão, Flávio Dino com a força pessoal e a estrutura política que lidera, além dos parlamentares que estão no jogo da reeleição, a maioria sendo pragmaticamente, bolsonaristas em Brasília e governistas no Maranhão.

Aqui, deputado nenhum assume o bolsonarismo, como o senador Roberto Rocha faz. Também em Brasília só são flavistas os esquerdistas avermelhados.

No dia 31 próximo haverá uma nova reunião do grupo flavista para decidir o que já parece decidido quanto ao nome de Carlos Brandão, um centrista articulado. Se Weverton Rocha sair dessa reunião empunhando a bandeira de sua candidatura, o grupo flavista partiu-se ao meio.

Weverton Rocha trabalha sua pré-candidatura, mas sabe que se move num terreno movediço

Como a oposição não tem um nome forte hoje nesse imbróglio, quem o ocupará o espaço será o candidato do PDT, eleito com quase dois milhões de votos, mas sustentado pela máquina governista e a figura de Flávio Dino no comando. De quebra, elegeu ainda a senadora Eliziane Gama, hoje no filiada ao Cidadania.

O Centrão no Maranhão, como no país, é disperso em vários partidos, com deputados comandando os partidos de maiores bancadas no Congresso, portanto com muito dinheiro dos fundos de Campanha e Partidário. São fieis ao governo Bolsonaro na Câmara, mas em suas bases eleitorais é cada um por si.

Josimar de Maranhãozinho deixou de ser flavista depois das operações da polícia civil em seu encalço

Até Josimar de Maranhãozinho, do PL do presidente, não propala sua condição de bolsonarista nem anda enrolado na bandeira do Brasil. Também deixou de ser flavista depois das operações da polícia civil em seu encalço. Significa que este começo de 2022 o cenário permanece tão encoberto de nuvens escuras quanto a Ilha de Tonga, epicentro de o terremoto no Pacífico.

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