Mourão confirma que não será vice de Bolsonaro nas eleições de 2022

Metrópoles – O vice-presidente informou que disputará o cargo de senador pelo estado do Rio Grande do Sul, mas que ainda dialoga com dois partidos.

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), confirmou nesta sexta-feira (11/2) que não será candidato a vice ao lado de Jair Bolsonaro (PL) para tentar a reeleição. Ele informou que disputará o cargo de senador pelo estado do Rio Grande do Sul.

Durante conversa com jornalistas, Mourão disse que, durante entrevista ao jornal O Globo, o senador Flávio Bolsonaro teria dito que ele é candidato ao Senado no Rio Grande do Sul. Mourão completou: “Foi o que o senador Flávio andou falando. [A decisão] Será comunicada brevemente, mas já me decidi”, disse o general.

O vice-presidente usava uma máscara do estado do Rio Grande do Sul e foi questionado se seria um indicativo. Ele retrucou: “Lógico, né”. “Isso, é por aí mesmo. Agora, é só a questão de partido”, completou.

Segundo Mourão, ele dialoga com dois partidos, mas não falou quais são as legendas. Atualmente Mourão é filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), sigla na qual ele se filiou em 2018, para compor a chapa do presidente Jair Bolsonaro.

Na quarta-feira (9/2), em entrevista à CNN Brasil, Mourão afirmou que o atual ministo da Defesa, Walter Braga Netto, é “extremamente capacitado” para ser o novo vice de Bolsonaro.

“A escolha do vice é sempre feita, na minha visão, tomando por base dois grandes eixos: composição política, que vai fortalecer a chapa, e o outro é o nome da confiança daquele que é o cabeça da chapa. Julgo que o ministro Braga Netto tem um excelente relacionamento com o presidente Bolsonaro e é uma pessoa extremamente capacitada a ser o novo vice-presidente, junto com o presidente Bolsonaro”, afirmou Mourão.

Futuro político

Para concorrer ao Senado neste ano, Mourão não precisa se desincompatibilizar do cargo de vice, mas não poderá assumir o posto de presidente da República interino nos seis meses que antecedem o pleito de outubro.

No Rio de Janeiro, o general teria problemas para ser apoiado por Bolsonaro, pois o candidato do presidente ao Senado no estado é, ao menos por enquanto, Romário (PL).

Já no Rio Grande do Sul, teria mais chance de contar com o apoio, pois pode tentar ocupar a vaga que hoje é de Lasier Martins (Podemos).

 

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