Ajuste na máquina

Por Raimundo Borges

O Imparcial – O prazo para o governador Flávio Dino se desincompatibilizar do governo, passando o comando do Palácio dos Leões ao vice Carlos Brandão, termina no próximo dia 2º e já vem provocando especulações sobre quem vai sair, quem permanece e quem vai assumir as secretarias vagas.

Alguns adjuntos vão ser promovidos a titular, outras pastas serão preenchidas por acordos políticos, ou por interesse pessoal do governador Brandão. Além dos secretários que vão disputar as eleições, também haverá substituições necessárias por se tratar de um novo governo, mesmo observando a excelente relação de Carlos Brandão com Flávio Dino, que disputará o Senado.

Essa movimentação está tirando o sono de centenas de funcionários comissionados nos escalões intermediários do governo, diante da remodelação do conjunto da equipe governamental em todos os níveis.

Eis a razão que Carlos Brandão só pretende anunciar a equipe depois de assumir, no próximo dia 2 de abril, cumprindo acertos com partidos e com o aliado Flávio Dino, que também tem suas preferências na máquina governamental. Os dois têm conversado sobre tudo a respeito da gestão, dos projetos em andamentos, principalmente aos cargos do primeiro ao último escalão.

Até os assessores mais próximos de Carlos Brandão não conseguem avançar sobre o centro das mudanças que ocorrerão no governo, exceto a chefia da Casa Civil, que ficará com Luís Fernando Silva, cinco vezes secretário de Estado, inclusive da Casa Civil, e três vezes eleito prefeito de São José Ribamar. Luís Fernando conhece a máquina do governo como ninguém. Foi titular das secretarias da Infraestrutura, Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Educação, Casa Civil,  Desenvolvimento Social e Programas Estratégicos do Maranhão, cargo no qual trabalha hoje.

Brandão precisa negociar bem com os partidos que farão parte do arco de alianças, uma tarefa nada fácil para quem vai terminar nove meses do governo atual, mas tem a expectativa de ser reeleito em outubro.

Trata-se de uma construção que não pode apresentar falhas, tratando-se da situação em que ele hoje se encontra, polarizando nas pesquisas com o senador Weverton Rocha que, até 2021 integrava o mesmo grupo que elegeu Flávio Dino com Brandão. Como sua proposta é de continuar o programa de governo de dinista, por enquanto ele não vai aventurar fazer muita coisa diferente, enquanto estiver no mandato atual.

Um comentário em “Ajuste na máquina

  • 30 de março de 2022 em 14:29
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    Nestes 2 dias muitas águas ainda irão encher e vazar. Nem vale apostar em quem sai e quem entra. Mas, a retomada do Luiz Fernando como um super poderoso Secretário de Estado, diz muito sobre o Governo Brandão

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