Os desafios de Brandão

Por Raimundo Borges

O Imparcial – A partir da tarde deste sábado, o Maranhão passará ao comando do médico veterinário Carlos Orleans Brandão (63), depois de sete anos e três meses sob as ordens de Flávio Dino. Os dois estão filiados no PSB, partido que tem como certa a indicação de Geraldo Alckmin como vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dessa forma, a disputa presidencial terá singularidade com a corrida ao Palácio dos Leões.

Enquanto o petista terá o PSB de Alckmin na vice, o socialista Carlos Brandão terá o petista Felipe Camarão como companheiro de chapa. É um quadrilátero político de construção única para as eleições de outubro.

Exceção de Lula, que é histórico e fundador do PT, os demais do quarteto são recém-chegados às respectivas legendas. Alckmin era fundador do PSDB e o trocou pelo PSB. Carlos Brandão já comandou a mesma legenda tucana por duas vezes no Maranhão e chegou ao PSB como peça da engrenagem montada por Flávio Dino, que em 2021 trocou o PCdoB pela legenda socialista, enquanto Felipe Camarão, ex-secretário de Educação de Dino, se filiou ao PT já como peça estadual do acordo costurado pelo PT com Geraldo Alckmin.

Significa que Lula terá o palanque de Brandão no Maranhão, ao lado de Flávio Dino em busca do Senado.

Mas o maior desafio de Brandão como ocupante do mandato-tampão no governo é se reeleger para avançar nas questões sociais, econômicas e estruturais, presentes na vida da população. E avançar mais sobre as conquistas recentes.

Em 2021, por exemplo, o Maranhão foi o quarto estado entre as unidades federativas que mais diminuíram a pobreza, segundo dados do IBGE, divulgados em 22 de dezembro passado. Pela ordem, Sergipe, com 8,9%; Pará, com 8,8%; Piauí, com 6,7%; e Maranhão, com 6,6% foram os estados que mais tiraram pessoas da pobreza absoluta entre 2019 e 2020.

Como Carlos Brandão participou ativamente de todas as ações estaduais como vice-governador, ele sabe quais programas que contribuíram para os resultados no combate à pobreza, os quais merecerão prioridade. Quando os dados da queda da pobreza foram divulgados, bem distante de 1,8% da redução nacional no mesmo período, Dino disse que no Maranhão foi o menor numero de pobreza desde 2012, quando sua média normal ficava na casa dos 55% e 56%. Em 2021, caiu para 48%.

No discurso de despedida na quinta-feira, no Teatro Arthur Azevedo, disse que sua tarefa não está concluída porque ela só será terminada quando ele morrer.

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