Cipoal político em 2022

Por Raimundo Borges

O Imparcial – A eleição para governador do Maranhão em outubro próximo está diante de um cenário totalmente surreal e bem diferente de 2018, quando o candidato do PCdoB Flávio Dino foi reeleito com 59,39% dos votos (1.867.396), o dobro dos 30,07 (947.191) de Roseana Sarney, do MDB.

A pesquisa Ibope do dia 4/10, dois dias antes do pleito, mostrava Dinocom 56%; Roseana Sarney, 30%; uma distância quilométrica da bolsonarista Maura Jorge (PSL), 5%; e maior ainda do senador Roberto Rocha, pelo PSDB, com minguados 2% das intenções de voto. Concorrendo pela oposição ao governo flavista, Roseana, mesmo tendo sido governadora quatro vezes, nunca o ameaçou naquele pleito.

A disputa entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) fermentou a corrida presidencial em vários estados, assim como a eleição legislativa, quando o PSL elegeu 51 deputados federais, perdendo apenas para o PT em um parlamentar.

No Maranhão os dois concorrentes ao Planalto nem chegaram perto de uma polarização. Fernando Haddad obteve 61,26% dos votos contra 24,28% de Bolsonaro. Na representação legislativa, o grupo dinista elegeu 2/3 dos 42 deputados estaduais e 13 dos 18 federais, além dos dois senadores – Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS – hoje Cidadania).

Em 2022, o cenário eleitoral sobre a eleição de governador mudou completamente. O grupo de Flávio Dino rachou, com as candidaturas de Carlos Brandão (PSB) e de Weverton Rocha, lançada no começo de 2022; a do ex-secretário da Indústria, Comércio e Energia Simplício Araújo; do deputado federal Josimar do Maranhãozinho (PL); e do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Junior (PSD).

Desse quarteto, ainda é possível que Josimar e Simplício possam desistir em troca de uma candidatura à Câmara. Já Edivaldo, depende da decisão do partido sobre a eleição presidencial. Ele está “avulso”, sem palanque nacional.

Mesmo assim, o ex-presidente Lula conta com o apoio de Weverton, que deixou de lado Ciro Gomes, de seu PDT, enquanto insiste em achar que terá Lula em seu palanque. É a mesma postura de Carlos Brandão, que trocou o PSDB pelo PSB, legenda que acolheu e já oficializou o também ex-tucano Geraldo Alckmin como vice do petista.

Brandão ingressou no PSB e definiu o ex-secretário de Educação, Felipe Camarão (PT) como vice de sua chapa, além de reforçar seu governo com quatro petistas secretários.

Já o presidente Bolsonaro conta com Lahésio Bonfim (Agir36), Josimar (PL) e Roberto Rocha, que está no PTB, mas não decidiu qual mandato vai encarar em outubro. Nas pesquisas, todos estão bem distantes da polarização Weverton x Brandão. Empatados.

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