Juntos e embaralhados

Por Raimundo Borges

O Imparcial – No Brasil, o fim do prazo de desincompatibilização em 2 de abril para cargos no Executivo provocou o maior movimento interno na estrutura de governos em quase todos os estados. No total foram 147 mudanças de secretários, situação que deixou o Maranhão em segundo lugar no país, com 12 alterações no primeiro escalão, perdendo apenas para as 15 trocas no Rio de Janeiro.

A diferença é que, ao contrário do Rio, no Maranhão Flávio Dino renunciou para disputar o Senado e deixou o vice Carlos Brandão.

Os secretários que saíram vão disputar mandatos eletivos, usando a estratégia da visibilidade e das realizações. As trocas ocorreram no Maranhão, também, para acomodar as alianças de caráter partidário, ascensão de adjuntos à titularidade, ou a remoção de um cargo para outro.

Mas como o governo Flávio Dino terminou em completa harmonia com o substituto Carlos Brandão, as mudanças não têm o objetivo de provocar ruptura de processos na engrenagem da máquina governamental. Os dois são aliados de confiança e candidatos aos cargos majoritários de governador e de senador.

Esta semana Carlos Brandão entrou mais determinado nas ações do governo, ao terminar de instalar os secretários em cada lugar. Desde então, o Palácio dos Leões virou um burburinho permanente de políticos em busca de uma conversinha com o novo inquilino.

Ao mesmo tempo, Brandão procura acelerar as obras a inaugurar e convênios municipais a celebrar. Ele só tem até 2 de julho para entregar seus feitos, no momento mais tenso da campanha eleitoral. Fora desse prazo, significa uso da máquina, assentado no Código Eleitoral como abuso do poder econômico, punível com cassação do mandato.

O que muda a sit.uação do Maranhão em relação a outros estados é a continuidade. Flávio Dino renunciou o mandato e voltou a dar aula na Universidade Federal como professor de Direito Constitucional, e Brandão assumiu fazendo essa frenética movimentação no secretariado, mas tudo em sintonia com o antecessor.

Afinal, os dois estarão no mesmo palanque, levando junto os secretários que disputarão mandato na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa, e os atuais. Exceção de Simplício Araújo, que foi secretário de Indústria, Comércio e Energia e agora é candidato a governador, isolado e com magra estrutura partidária.

Um comentário em “Juntos e embaralhados

  • 13 de abril de 2022 em 14:31
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    Os maranhenses devem seguir Unidos a não dar margem aos aventureiros que se apresentam como salvadores da Pátria. O Maranhão hoje é visto com respeito e reconhecido nacionalmente, resultado de uma audaciosa gestão. Abraço.

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