Twitter, Musk e Jair

Por Raimundo Borges

O Imparcial – Ele virou estrela mundial. Está em filmes espaciais, em livros, temas de conferências, referência de sucesso planetário. Nem as crises de antes, durante e depois da explosão da pandemia do coronavírus abalaram o estrondoso enriquecimento do sul-africano Elon Musk. Muito pelo contrário. Ele passa à distância das crises desses tempos bicudos.

A pobreza que assola milhares de populações e devasta economias mundo afora, não faz parte do planeta habitado pelo dono da Tesla e da SpaceX, que resolveu comprar também o Twitter por US$ 44 bilhões. Tudo isso, sem abalar sua fortuna calculada pela Forbes em US$ 289,4 bilhões. Se fosse cálculo em Real, Musk já tinha alcançado R$ 1,3 trilhão.

Na verdade, a fortuna incomparável do novo dono do Twitter começou em 1999. Foi quando Musk co-fundou a X.com, uma empresa de pagamento de serviços financeiros on-line e de e-mail, com US$ 10 milhões da venda da Zip2. Um ano depois, a empresa se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal.

Segundo a revista Exame, antes de se tornar pai de seis filhos e acumular a fortuna atual, Musk aprendeu sozinho programação, quando criança na África do Sul. Aos 12 anos, vendeu o código-fonte de seu primeiro videogame por US$ 500.

Pouco antes dos 18 anos, mudou-se para o Canadá e trabalhou braçal, escavando grãos, cortando toras e limpando a sala da caldeira em uma serraria por US$ 18 a hora — um salário um tanto quanto alto em 1989. De acordo com a Tipalti, o CEO da Tesla aumenta sua riqueza em 129% por ano.

Se permanecer nesse ritmo, em 2024, deve alcançar US$ 1,38 trilhão (R$ 6,4 trilhões, no câmbio atual). Em 2021, deixou na poeira Jeff Bezos, o ex-CEO da Amazon. Mesmo assim, Jeff ainda pode virar o jogo. Projeções da startup Tipalti mostram que a fortuna de Bezos só atingiria a casa do trilhão em 2030.

Fundador da empresa de tecnologia aeroespacial SpaceX e da fabricante de veículos elétricos Tesla, Musk tem defendido uma série de mudanças na plataforma do Twitter. E explica: “Investi no Twitter porque acredito em seu potencial de ser a plataforma para a liberdade de expressão em todo o mundo, e a liberdade de expressão é imperativo social para uma democracia em funcionamento”.

A pergunta é: Por que Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo compartilharam, antes de a transação do twitter ser confirmada, uma publicação de Musk, que diz: “Espero que até meus piores críticos permaneçam no Twitter, porque é isso que significa liberdade de expressão”. A extrema-direita usuária das redes está em festa.

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