Telegram suspende canal bolsonarista com quase 70 mil membros

Mensagens extremistas, desinformação e ameaças faziam parte do cotidiano do grupo.

Após se comprometer com o Supremo Tribunal Federal (STF) a agir para combater a desinformação e o discurso de ódio na plataforma, o Telegram bloqueou na última semana um grupo bolsonarista extremista batizado de ‘super grupo B-38 oficial’.

Os mais de 67 mil seguidores do canal se depararam desde a última semana com uma mensagem afirmando que ele está “temporariamente inacessível para dar aos administradores tempo para remover as mensagens de usuários que postaram conteúdo ilegal”. As informações são do Núcleo Jornalismo.

Por ora, não é possível a adição de novos membros e a troca de mensagens no canal. A plataforma não menciona a qual ‘conteúdo ilegal’ o bloqueio se refere. É sabido, porém, que o B-38 é terreno fértil para mensagens sobre supostas fraudes eleitorais, desinformação política e de saúde. Além disso, segundo o Núcleo Jornalismo, há ameaças contra opositores políticos do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Telegram se comprometeu junto ao STF a fazer uma revisão dos 100 canais mais populares do Brasil. Em março, o ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou o bloqueio do app no Brasil por não se comprometer com o combate de fake news.

Para reverter a decisão, a empresa assinou um termo de adesão ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação no Âmbito da Justiça Eleitoral, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), firmado anteriormente com outras plataformas de redes sociais.

A Advogacia-Geral da União (AGU) apresentou um pedido para proibir a suspensão de aplicativos de mensagens em razão da falta de obediência de ordens judiciais, negado pela ministra Rosa Webe

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