Com pé dentro do MA

Por Raimundo Borges

O Imparcial – Mesmo sem ainda visitar o Maranhão, o presidente Jair Bolsonaro ganha generoso espaço como jamais se imaginou, na pré-campanha. Bem antes das convenções parara definir os candidatos majoritários, Bolsonaro já é personagem no teatro da disputa do governo maranhense. E por incrível que possa parecer, toda a discussão é travada a partir do PT e do PDT.

Jair Bolsonaro ganha espaço pré-campanha maranhense

O pano de fundo dessa “desruptura política” é o racha no grupo do ex-governador Flávio Dino, do qual o senador Weverton Rocha (PDT) partiu para concorrer o governo, confrontando o governador Carlos Brandão (PSB), o mesmo que com ele disputou como vice a eleição vitoriosa de 2014 e 2018.

Agora, com Brandão no governo, Flávio Dino (PSB) candidato a senador e articulador da campanha de Lula da Silva no Maranhão, a crise interna no PT estadual deixou de ser lengalenga para virar zoada já ouvida na sua Executiva Nacional.

É o melhor momento para Jair Bolsonaro entrar no jogo, falando diretamente aos maranhenses no horário político do PL, ou estimulando os candidatos majoritários Lahésio Bonfim (PSC), Josimar de Maranhãozinho (PL) e Roberto Rocha, amigo do peito do ex-capitão e candidato à reeleição contra Flávio Dino, inimigo do presidente da República.

Enquanto a banda descontente do PT fustiga o ex-governador socialista, pelo menos três pré-candidatos a governador – Lahésio Bonfim, Weverton Rocha e Josimar de Maranhãozinho – se articulam para não colocar candidato a senador e apoiar o bolsonarista Roberto Rocha (PTB). Já o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior sai pela tangente, contra as brigas políticas e pregando a paz. Também sem candidato a senador.

Ninguém desconhece que o sonho de Bolsonaro é dificultar no que puder a eleição de Flávio Dino. Sem falar que o pedetista Weverton, que se diz lulista histórico, também não é opositor de Bolsonaro.

Assim, pelas rebarbas ou pelo centro, Jair Bolsonaro está com o pé dentro das eleições maranhenses, assim como vai jogar todos os trunfos disponíveis para melhorar seu desempenho eleitoral no Estado e no Nordeste, já que no Norte, as pesquisas o apontam com melhor aceitação até do que na região Sul, onde o bolsonarismo reina.

Para os analistas, no Norte está o maior rebanho evangélico proporcionalmente e os mais interessados na aquisição de armas e na mineração clandestina dos garimpos, apoiada pelo presidente.

Dessa forma, a eleição do Maranhão está encalacrada mais do que se imagina, com Jair Bolsonaro jogando pesado a força do governo.

 

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