1 de janeiro de 2026
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Os 100 anos de O Imparcial na eleição histórica de 2026

Por Raimundo Borges

O Imparcial – O ano que acabou ontem levou consigo um dos períodos mais trepidantes da história recente do mundo. Foi um 2025 marcado por protestos generalizados da chamada Geração Z, quando jovens foram às ruas em protesto contra a corrupção e políticas econômicas fracassadas. O movimento derrubou governos no Nepal, Madagascar, Bangladesh, Sri Lanka e Bulgária.

O mundo assistiu a uma isolada, mas ousada, insurgência do governo americano, presidido pelo republicano Donald Trump, ao declarar guerra comercial contra quase todo o mundo, com tarifaços tributários sobre praticamente todos os produtos importados pela sua gigantesca engrenagem econômica, gastronômica e tecnológica.

O mesmo presidente desdobrou suas ações diplomáticas, com enorme apelo midiático, na tentativa de impor medidas de frágeis resultados para pôr fim às principais guerras que ocorrem no mundo. Nenhuma acabou. O Brasil foi penalizado com tarifas de 50% sobre tudo o que vende para o povo americano, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu uma boa negociação com o colega Trump, aliviando a tensão no meio empresarial atingido. O resultado é que o país está conseguindo anular o maior impacto do tarifaço, expandindo sua área de comércio exterior para dezenas de outros mercados, principalmente China, Índia, México, Canadá e também Europa, América do Sul e África.

No Brasil, pela primeira vez na história, um ex-presidente é preso pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, e o Rio de Janeiro lançou, em novembro, a operação policial mais letal da história recente do país, com 120 mortos em duas favelas dominadas pelo crime organizado. No contraponto desse episódio, em março, a arte brasileira conquistou seu primeiro Oscar com a vitória do longa Ainda Estou Aqui, na categoria de Melhor Filme Internacional, após desbancar o favorito Emilia Pérez. Coincidência ou não, sobre o tema da Ditadura Militar de 1964. Em meio a esse burburinho, os EUA ganharam o papa Leão XVI.

O fim do ano foi marcado por confrontos ideológicos e jurídicos entre os Três Poderes da República. Operações policiais contra parlamentares e a ação do ministro Flávio Dino, do STF, sobre a falta de transparência na aplicação da dinheirama das chamadas emendas azedaram o ambiente no Brasil. Contudo, entra 2026 bem melhor do que há um ano. Muitos desafios históricos continuam sem solução, mas quem torceu pelo fracasso do país perdeu feio. O Brasil saiu do Mapa da Fome, encontra-se em pleno emprego, o salário mínimo foi fortalecido, a Bolsa bateu recordes históricos e o dólar acabou o ano valendo 23% menos.

Mesmo com as taxas de juros, as segundas maiores do mundo, os investimentos industriais não se retraíram. O agro avançou acima das expectativas, e os serviços, que mais empregam, também responderam bem. O turismo internacional superou vários países, até europeus. O Maranhão bomba, com os Lençóis reconhecidos como Patrimônio Natural da Humanidade. A COP-30, em Belém, marcou pontos positivos para o Brasil na sensível questão ambiental e na crise climática. O país saiu daquele evento fortalecido, respeitado e admirado. Ainda há enormes desafios na área econômica, especialmente contra a desigualdade entre ricos e pobres, mas só vai superá-los com união nacional.

O Maranhão melhorou vários indicadores de atrasos sociais graças a um governo que contou com o apoio indispensável dos Poderes Judiciário e Legislativo. O governo federal não economizou investimentos no Maranhão, e o estadual manteve uma parceria inédita com os municípios, realizando mais de mil obras. Para encerrar, vale, mais do que tudo, lembrar os 100 anos de história de O Imparcial, um dos poucos jornais do Nordeste a resistir heroicamente à crise que a internet e suas ferramentas impuseram a esse tipo de comunicação. O Imparcial chega a 2026 renovado, com uma equipe determinada, sob a direção executiva dedicada de Célio Sérgio. O portal de notícias de O Imparcial conseguiu ser o mais importante do Nordeste, um reconhecimento que orgulha o Maranhão e a mim, em particular, com 55 anos labutando na Redação.

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