5 de janeiro de 2026
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Militares da Venezuela confirmam vice Delcy Rodriguez na presidência

DCM – As Forças Armadas da Venezuela reconheceram neste domingo (4) a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país após o sequestro de Nicolás Maduro no sábado (3). O reconhecimento foi anunciado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em pronunciamento transmitido pela televisão estatal.

Padrino afirmou que a decisão segue determinação do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, que estabeleceu um mandato interino de 90 dias para Rodríguez. Segundo o tribunal, a medida busca “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação” diante da ausência do presidente.

O comunicado judicial também informou que os magistrados irão analisar o “quadro jurídico aplicável” para assegurar o funcionamento do Estado, a administração do governo e a preservação da soberania venezuelana durante o período de transição forçada.

Ainda no sábado, ele declarou que a maior parte da equipe de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio” durante a ofensiva dos Estados Unidos em Caracas. Ele também fez um apelo para que a população retome as atividades cotidianas. “Apelo ao povo da Venezuela para que retome suas atividades de todos os tipos, econômicas, laborais e educacionais, nos próximos dias”, disse.

Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Washington está disposto a trabalhar com líderes remanescentes da Venezuela, desde que tomem “a decisão correta”. “Vamos avaliar tudo pelo que eles fizerem, e vamos ver o que farão”, declarou à emissora CBS News.

O secretário de Estado Marco Rubio. Foto: Divulgação

Rubio acrescentou que ainda é cedo para discutir eleições no país e indicou que os EUA mantêm instrumentos de pressão. “Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão”, afirmou.

A prisão de Maduro provocou reações internacionais. A Coreia do Norte classificou a ação americana como a “forma mais grave de violação de soberania” e afirmou que o episódio confirma “a natureza desonesta e brutal dos EUA”. Para Pyongyang, a situação gerou uma “consequência catastrófica” para a Venezuela.

A China também se manifestou. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores pediu que os Estados Unidos libertem imediatamente Maduro e sua esposa, alegando violação do direito internacional, e defendeu que a crise seja resolvida por meio de “diálogo e negociação”, sem interferência externa.

Maduro foi levado a um centro de detenção em Nova York na noite de sábado, após ser capturado em Caracas. Antes disso, passou pelo escritório da DEA para registro formal. Imagens do venezuelano escoltado por agentes foram divulgadas por um perfil oficial da Casa Branca no X.

Em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump afirmou que avalia os próximos passos para a Venezuela e mencionou a formação de um “grupo” para conduzir o país até uma transição de poder. No mesmo dia, a procuradora-geral Pam Bondi anunciou que Maduro será julgado em um tribunal de Nova York, acusado de conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas e explosivos.

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