7 de janeiro de 2026
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Quem é Alvin Hellerstein, juiz de 92 anos responsável por audiência de Maduro

DCM – O juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, foi designado para presidir o caso contra Nicolás Maduro nos Estados Unidos, um julgamento de grande repercussão. Nomeado pelo presidente Bill Clinton em 1998, ele é juiz sênior no Distrito Sul de Nova York desde 2011.

Ao longo de sua carreira, o magistrado presidiu diversos casos importantes, incluindo aqueles relacionados aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, além de questões de segurança nacional e terrorismo. Ele também foi responsável por julgar Hugo Carvajal Barrios, ex-general venezuelano, que se declarou culpado por acusações de narcoterrorismo no ano passado.

Em 2014, Hellerstein também condenou Cliver Antonio Alcalá Cordones, ex-general do Exército da Venezuela, a mais de 21 anos de prisão por apoio ao narcoterrorismo, e esse caso envolvia acusações ligadas ao Cartel Los Soles, que os EUA afirmam ser comandado por Maduro.

Nascido em Nova York, Hellerstein é judeu ortodoxo e se formou na Universidade Columbia, antes de servir no Corpo Jurídico do Exército dos EUA e atuar na advocacia privada.

Momento em que Nicolás Maduro é levado a tribunal em Nova York por policiais americanos. Foto: Reuters

O magistrado também ganhou destaque recentemente ao negar pedidos do ex-presidente Donald Trump para transferir seu caso criminal para um tribunal federal, além de decisões importantes sobre o uso da Lei de Inimigos Estrangeiros. No ano passado, ele criticou o governo do republicano por deportar venezuelanos para prisões sem garantias de um processo justo.

O julgamento de Maduro, que envolve acusações de tráfico de drogas, é histórico, pois nunca antes um presidente em exercício foi julgado por crimes relacionados ao narcotráfico por um país estrangeiro. A defesa de Maduro provavelmente argumentará que, como chefe de Estado, ele tem imunidade para não ser processado por atos cometidos durante seu mandato.

A expectativa é que Hellerstein mantenha sua postura rigorosa em relação ao caso, embora o processo contra Maduro não tem precedentes.

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