7 de janeiro de 2026
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Suíça congela bens de Maduro após sequestro dos EUA

DCM – O governo da Suíça anunciou, nesta semana, o congelamento imediato de quaisquer bens que possam estar em nome de Nicolás Maduro ou de representantes em bancos locais. A medida foi tomada para evitar uma possível fuga de recursos enquanto Maduro está sendo julgado nos Estados Unidos.

Segundo a coluna de Jamil Chade no ICL Notícias, os bancos foram instruídos a informar as autoridades suíças caso encontrem fundos vinculados a Maduro. As autoridades explicaram que, caso seja comprovado que esses fundos tenham origem ilícita, a Suíça tomará as medidas necessárias para repatriar o dinheiro ao povo venezuelano.

O processo de repatriação pode ser longo, com algumas batalhas jurídicas exigindo até mais de uma década, como aconteceu com fundos de outros ditadores latino-americanos, africanos e asiáticos. Em 2018, a Suíça já havia imposto sanções ao governo de Maduro e a nova medida terá uma validade de quatro anos.

A decisão de congelar os bens de Maduro se baseia em denúncias feitas nos Estados Unidos, onde foi acusado de envolvimento em um esquema de corrupção e narcotráfico. Segundo a acusação, membros das FARC e do Cartel de Los Soles pagaram propinas para garantir a passagem segura de grandes carregamentos de cocaína pela Venezuela.

Nicolás Maduro sendo levado por agentes dos EUA. Foto: Fox News

As acusações também envolvem o uso de portos comerciais e a manipulação de radares aéreos e marítimos na Venezuela, facilitando o tráfico de drogas. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, aproximadamente 75 voos não autorizados foram organizados como parte desse esquema criminoso, com a colaboração de membros do governo venezuelano.

Maduro é acusado de ter recebido US$ 5 milhões em lucros oriundos do narcotráfico, por meio de um intermediário, como parte de um esquema de lavagem de dinheiro. Esse caso está sendo julgado na Corte de Nova York, onde a acusação afirma que Maduro esteve envolvido em uma conspiração de narcoterrorismo.

A Suíça disse que “está acompanhando de perto a situação na Venezuela” e pediu uma desescalada do conflito, além de reforçar o respeito ao direito internacional, especialmente no que se refere ao uso da força e à integridade territorial.

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