BASTIDORES | ORA, PÍLULAS!
Tema quente (1)
Assuntos da semana: Carlos Brandão, finalmente, chamou o vice Felipe Camarão (PT) para um esclarecedor tête-à-tête no Palácio dos Leões, sem o bisbilhoteio de testemunhas, sem celulares à mesa e sem portas abrindo e fechando. Foi sugerida a Camarão a renúncia dos dois e a investidura da deputada Iracema Vale, presidente da Alema, por eleição indireta no parlamento. Brandão disputaria o Senado e Camarão ganharia uma cadeira na Câmara dos Deputados. Os dois apoiariam Orleans Brandão (MDB) para o governo, e todos bateriam palmas, felizes, com seus respectivos mandatos. Camarão deu para trás.

Tema quente (2)
Uma fonte próxima de Camarão disse nesta quinta-feira, 09/01, que crescem as chances de o PT se unir ao prefeito Eduardo Braide (PSD) na disputa do governo, sendo o petista candidato ao Senado. Mas, em política, tudo é tão imprevisível quanto Trump na Casa Branca. Basta constatar que nada como um dia após o outro, e a noite no meio.
Do BO ao DO
Depois do BO da Polícia, o DO do governo estadual. A primeira-dama do município de Turilândia, Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, ou Eva Curió, perdeu o cargo, nada desprezível, de superintendente de Articulação Regional de Viana, vinculada à Secretaria de Estado de Articulação Política do governo estadual. Depois de presa com o marido, o vice-prefeito, ex-prefeito e todos os 11 vereadores, na véspera do Natal de 2025, o Diário Oficial publicou a demissão.
Roteiro de filme
Eva, o marido, os 11 vereadores e empresários ainda enfrentam o xilindró, num rolo movido a corrupção que soma R$ 54 milhões desde 2021, quando o prefeito Paulo Curió assumiu o primeiro mandato. Foram mais de 15 políticos e empresários que fraudavam 95% das licitações, segundo dados do Gaeco, órgão do Ministério Público Estadual que investiga e denuncia à Justiça esquemas criminosos de corrupção.
Trabalho remoto
Enquanto o prefeito Paulo Curió (União Brasil) canta na gaiola da Justiça e deve prestar depoimento nesta sexta-feira, 09/01, Turilândia teve a história enlameada num escândalo de repercussão nacional, por estar sob a administração do presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz (UB), o Pelego, que, juntamente com todos os demais 10 vereadores, está em prisão domiciliar. Autêntico trabalho remoto.
O bicho vai pegar
Depois do escândalo de Turilândia, dezenas de prefeitos maranhenses passaram a ter pesadelos até acordados, sentindo o aperto da tornozeleira nas canelas. Sabem que o Gaeco não brinca no serviço quando o tema é corrupção. Para um promotor da área no MPE, neste ano eleitoral, o bicho vai pegar em dezenas de municípios. As áreas vulneráveis à corrupção são as da Saúde e da Educação, além de obras garantidas por verbas federais das famigeradas emendas Pix.
Questão semântica (1)
Jornalistas de redes nacionais de TV acharam “esquisito” o embaixador do Brasil na sessão extraordinária da OEA, Benoni Belli, chamar de “sequestro”, e não de “captura”, o que as Forças Armadas americanas fizeram com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, arrancando-o de seu esconderijo em Caracas e levando-o para Nova Iorque, depois de matarem a guarda presidencial.
Questão semântica (2)
Vamos ao dicionário de Direito: “Sequestro é o ato ilegal de privar alguém de sua liberdade de locomoção contra a sua vontade, mantendo-o sob controle forçado, para obter vantagem econômica ou ideológica”. Copiaram?
Perguntar-se-ia
O que o Maranhão quer mais saber hoje está na terceira pessoa do singular do futuro do pretérito (condicional) do verbo pronominal “perguntar-se”. O governador Carlos Brandão prepara a lista dos futuros secretários que irão assumir as vagas de 14 auxiliares candidatáveis às eleições de outubro, e o Maranhão está se perguntando: e o próprio Brandão, fica ou sai do governo para concorrer ao Senado, como sugeriu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva?
Como assim?
O Instituto DataIlha divulgou comunicado público “denunciando” o uso falso de seu nome e de seu gestor por “pessoas mal-intencionadas” para aplicar golpes em prefeitos e autoridades municipais, oferecendo-lhes pesquisas eleitorais prontas. Explica que não vende relatórios de pesquisas concluídas, nem com resultados predeterminados. Porém, há detalhes curiosos: o comunicado não nomina os golpistas da fraude, nem as vítimas, nem quanto estariam faturando dos prefeitos. Falta ainda o nome de quem assina o comunicado e se houve denúncia à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal.
