30 de janeiro de 2026
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BASTIDORES | ORA, PÍLULAS!

Cartas na mesa (1)
O governador Carlos Brandão chegou ao ponto de sem retorno no projeto de ficar no governo até o fim do mandato, não concorrer ao Senado e apoiar a candidatura de seu secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB). Depois de se reunir com a cúpula do PT estadual e receber manifestação de apoio a Orleans, ele reuniu 12 partidos para debater a mesma ideia de jogar politicamente para fazer do sobrinho seu sucessor.

MDB sem Sarney
Uma dúzia de partidos assinou documento de apoio à pré-candidatura de Orleans, o que significa um compromisso de papel passado, inclusive do governador em permanecer até o fim do mandato no Palácio dos Leões. Portanto, será ele o condutor da campanha em que espera contar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalizando a empreitada, junto com esse grupão liderado pelo MDB — sem os Sarney. Apenas o neto Adriano.

Casamento coletivo
Além de Orleans, pelo MDB, assinaram o manifesto os deputados federais Amanda Gentil (PP), Pedro Lucas (União Brasil), Aluísio Mendes (Republicanos), Fábio Macedo (Podemos), Junior Marreca (PRD) e o senador Weverton Rocha (PDT); os secretários Sebastião Madeira (PSDB — Casa Civil) e Adriano Sarney (PV — Cidades); Eliel Gama (Cidadania), Fábio Gallotti (Avante) e Luciano Genésio (SD). O PT estava ausente porque já participara de outra reunião. Mas faltou o PL de Josimar do Maranhãozinho, que, apesar do partido, é persona non grata perante o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Luta corajosa
A admirável luta da deputada Roseana Sarney contra mais uma pesada adversidade colocada em seu caminho é, antes de qualquer coisa, inspiradora. Sobressai dela uma coragem que ultrapassa os limites da dor física para alcançar o valor sublime da fé cristã. Roseana merece sinceros louvores pela sua recuperação de um câncer. Ela passará por uma cirurgia, dentre mais de 20 procedimentos marcados por bisturis. Pela luta que trava, terá toda a solidariedade de quem respeita o ser humano e acredita na fé e na ciência.

Caso Master (1)
A repercussão não poderia ser outra. O contrato do Tribunal de Justiça do Maranhão com o Banco Master tem rendido o que falar. Um dos pontos que chamam atenção é a previsão de um pagamento inicial de R$ 15 milhões pelo Banco de Brasília ao TJMA no ato da assinatura do contrato. O Master se compromete a repassar mensalmente uma remuneração variável, chamada de Verba de Relacionamento Negocial (VRN), calculada com base na média dos saldos dos depósitos judiciais e atrelada à taxa Selic.

Caso Master (2)
Segundo o portal O Informante, o presidente da corte maranhense, desembargador Froz Sobrinho, terá reunião em 10 de fevereiro com o BRB para discutir, em caráter preventivo, o contrato de quase R$ 200 milhões, por cinco anos. O TJ é um dos cinco tribunais do Brasil, junto com Bahia, Paraíba, Alagoas e Distrito Federal, que têm contratos com o BRB, banco que está no centro do escândalo ligado ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central.

Um passo adiante
O Maranhão aparece como exemplo de política pública inovadora na proteção das mulheres, com auxílio-aluguel como parte dessas medidas baseadas na Lei Maria da Penha. A deputada estadual Daniella (PSB) é autora de um anteprojeto que resultou na criação do Programa Aluguel Social Maria da Penha, em âmbito estadual. A lei que instituiu o programa data de 2020 e garante o pagamento mensal de um auxílio de R$ 600 às mulheres sob medida protetiva da lei e em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

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