13 de fevereiro de 2026
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BASTIDORES | ORA, PÍLULAS!

Ensurdecedor (1)
Historicamente, o PT maranhense é uma fábrica de barulho, tanto em seus encontros para definir a direção regional quanto na hora de oficializar apoios a candidatos a governador de dentro de suas fileiras ou de fora. Os interesses difusos de suas correntes internas nunca se misturam. O que prevalece no conjunto é a sábia maioria dominada por Washington Oliveira, Raimundo Monteiro e Zé Carlos, que aprenderam a não perder os espaços na estrutura governamental emanada do Palácio dos Leões.

Ensurdecedor (2)
Hoje, o PT maranhense sequer sabe fazer oposição. No âmbito nacional e regional, todos apoiam Lula, mas, quando o debate chega à base, o gibi muda o enredo. Nem o episódio das supostas arapongagens gravadas em vídeos de conversas entre aliados e integrantes do governo Brandão, em outubro passado, fez o choro e a revolta do deputado federal Rubens Jr., na tribuna da Câmara, tirar o pai, Rubens Pereira, o Rubão, da articulação do governo Brandão; mas, depois, ele quase retorna pela Secretaria das Cidades.

Samba atravessado (1)
Em Turilândia, cidade cortada pelo Rio Turiaçu, na Baixada Maranhense, os 31 mil moradores estão mais interessados nos desdobramentos políticos do que no Carnaval. Depois da prisão dos seus onze vereadores, do prefeito, do vice e de outros políticos, até a indicação do interventor, autorizada pela Justiça — Thiago Carrilho de Arruda Macêdo — e feita por Carlos Brandão, esbarrou na Alema, onde dois deputados pediram vista do caso na CCJ para postergar a nomeação.

Samba atravessado (2)
Pelo que o Gaeco do Ministério Público do Maranhão denunciou, e foi acolhido pela desembargadora do TJMA, Maria da Graça Soares, Turilândia virou um caso sem jeito. Executivo e Legislativo municipal se uniram em um pacto de corrupção que resultou em desvios de R$ 46 milhões da Educação e da Saúde. Além do prefeito Paulo Curió, tiveram a prisão preventiva decretada oito dos 11 vereadores que estavam em prisão domiciliar e burlaram as medidas cautelares da Justiça.

Imbróglio (1)
Como a Câmara Municipal de São Luís até hoje não aprovou a Lei Orçamentária de 2026 da Prefeitura (o que deveria ter ocorrido até 22 de dezembro passado), o desembargador Jorge Rachid, da 1ª Câmara de Direito Público do TJ-MA, autorizou, em caráter excepcional e temporário, o prefeito Eduardo Braide a abrir créditos adicionais suplementares para garantir a continuidade de serviços públicos essenciais.

Imbróglio (2)
A decisão de Rachid foi proferida em agravo interposto pela Câmara Municipal contra determinação da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, no âmbito de ação civil pública movida pelo Município. A Câmara deixou de cumprir decisão anterior, enquanto a Prefeitura apontou vários projetos municipais com andamento prejudicado por causa da demora da Câmara em aprovar o orçamento, que saiu do regime de urgência para o ordinário.

Arrumando gavetas
Aproximadamente 10 secretários do governo Carlos Brandão, que vão disputar as eleições parlamentares de outubro, receberam aviso do Palácio dos Leões de que a data para deixarem os cargos é 20 de março. Como o governo está no despenhadeiro que o leva rumo ao fim, Brandão deve trocar os atuais titulares pelos respectivos adjuntos nas secretarias. Alguns ainda estão cantando aquela marchinha carnavalesca: “Não sei se vou, não sei se fico…”.

E aí, excelência?
A pergunta que não quer calar: o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, vem passar o Carnaval em São Luís? E, se vier, vai ficar no camarote oficial do governo Brandão, na Avenida Litorânea, bem no trecho que ele construiu, ou irá para o do prefeito Eduardo Braide, ao lado do Terminal de Integração de ônibus da Praia Grande?

Escola cívico-militar
A pedido do MP, a Justiça de São Paulo suspendeu, em decisão liminar, trechos centrais do Programa Escola Cívico-Militar do Estado de São Paulo, implantado pelo governo Tarcísio de Freitas. Há questionamentos sobre comportamento, uniforme e atuação de monitores militares nas escolas. Em Caçapava, um monitor escreveu “descansar” e “continência” na lousa. A onda desse tipo de escola, ideologicamente de direita, avança pelo país afora, com militares aposentados dominando as unidades escolares como se professores fossem.

Para os autores, “o vergonhoso episódio é mencionado apenas para demonstrar que, já em seu início, os monitores militares desenvolvem e desenvolverão atividades instrutórias diretamente com estudantes e em salas de aula, descumprindo as diretrizes da lei complementar e da resolução que a regulamenta”.

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