Vídeo: Irã denuncia morte de 51 civis em ataque no estreito de Ormuz
Revista Fórum – EUA tem como prioridade evitar que a passagem de petróleo seja bloqueada.

O Irã está denunciando que 36 meninas de uma escola de Minab, no estreito de Ormuz, foram mortas em bombardeio durante a renovada ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o país.
Horas depois, Teerã aumentou o número de vítimas civis para 51.
A informação foi dada no canal do Telegram da PressTV, a emissora internacional do regime islâmico.
As primeiras imagens registram som de desespero de pais e parentes no que parece ser o pátio da escola.
Minab é uma cidade estratégica do Golfo Pérsico, por estar situada próxima do estreito de Ormuz, que o Irã prometeu fechar em caso de novo conflito.
Pelo estreito passa a produção de petróleo dos países do Golfo Pérsico.
Impedir o fechamento do estreito deve ser uma das prioridades dos EUA no conflito, para evitar que o preço internacional do petróleo dispare.
Contra-ataque
Depois de sofrer a primeira onda de um ataque massivo dos Estados Unidos e de Israel, o Irã retaliou contra bases estadunidenses no Kuwait, no Bahrain e na Jordânia.
A PressTV, publicou imagens dos bombardeios captadas por moradores dos países vizinhos.
O Bahrain já fez parte do Irã. É uma ilha no Golfo Pérsico cuja defesa hoje é garantida pelos Estados Unidos, que mantém uma base naval no território.
O alvo foi a base que abriga a Quinta Frota Naval dos EUA em Manama, a capital.
Autoridades locais disseram que a base foi atacada pela Guarda Revolucionária do Irã.
O Irã dispõe de uma frota de barcos rápidos a partir dos quais é possível disparar mísseis de pequeno porte.
Eliminar a Marinha
Ao anunciar a retomada da guerra em um vídeo publicado em sua rede social, o presidente Donald Trump disse que um dos objetivos será eliminar a Marinha do Irã, que é capaz de fechar o estreito de Ormuz.
Nas últimas horas, o Irã também atacou no Kuwait.
De acordo com as imagens divulgadas, o Irã acertou a base aérea de Al-Salem, que é sede da 386 Ala Expedicionária da Força Aérea dos Estados Unidos.
Autoridades locais disseram que foram capazes de impedir ataques do Irã às bases estadunidenses no Catar e nos Emirados Árabes Unidos.
Não é possível avaliar os danos a partir das imagens. Os EUA tomaram medidas preventivas uma vez que o Irã pretende “regionalizar” o conflito.
Um grupo ligado ao Hezbollah do Iraque disse que vai atacar instalações estadunidenses no país.
Embora o Ocidente sempre tenha denunciado o programa nuclear do Irã como um risco, Trump acrescentou uma série de novas demandas nas últimas semanas, incentivado por Israel: fim do enriquecimento de urânio, mesmo para fins pacíficos; fim do programa de mísseis de longo alcance; limites à produção de drones.
No vídeo em que anunciou a nova fase da guerra, o ocupante da Casa Branca disse que ao final da campanha os iranianos terão uma oportunidade única de derrubar a República Islâmica, deixando claro que mira troca de regime.
A TV Fórum publicou um documentário feito no Irã antes do primeiro ataque de Israel e Estados Unidos ao país, na chamada Guerra dos Doze Dias. Meses depois da gravação, a moeda local colapsou e o país foi tomado por protestos.
