2 de março de 2026
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Trump diz que está “dando surra” no Irã e ameaça: “Grande onda está por vir”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à CNN que os Estados Unidos estão “massacrando” e “dando uma surra” no Irã na operação militar em curso, apontando que os ataques ainda não atingiram o país com a força que está por vir.

“A grande onda está chegando em breve”, disse Trump, deixando claro que uma resposta mais agressiva ainda está prevista. O presidente também não descartou o envio de tropas americanas para o solo iraniano, caso seja necessário.

Em outra entrevista à ABC News, Trump explicou que, um ano antes, teria aceitado as propostas iranianas para um acordo nuclear, mas que o “sucesso” na Venezuela o levou a ser menos receptivo às concessões do Irã. O presidente justificou sua posição, alegando que os resultados na América Latina o “mimaram” e dificultaram sua disposição para negociações com o regime iraniano.

Trump também disse estar surpreso com a rapidez das operações militares, afirmando que os EUA e Israel eliminaram líderes iranianos muito mais rapidamente do que o esperado. “Previmos que levaria duas ou três semanas para eliminar parte da liderança, mas conseguimos eliminar todos em apenas um dia”, prosseguiu.

Explosões em diferentes áreas de Teerã, capital do Irã, após ataques de Israel. Foto: Fatemeh Bahrami/Getty Images

A guerra entre os EUA, Israel e o Irã intensificou-se após os bombardeios aéreos que mataram Khamenei, com o Irã retaliando com mísseis e drones contra territórios de Israel e bases militares americanas. Os ataques continuam em um ritmo acelerado, e a situação permanece tensa, com mortos e feridos em ambos os lados.

Trump, em declarações públicas, garantiu que as mortes de americanos seriam vingadas com “o golpe mais devastador” contra o Irã.

Enquanto os combates seguem, o Irã está passando por uma transição política. O clérigo Alireza Arafi foi nomeado para um conselho de liderança provisória, após a morte de Khamenei. Ele anunciou que o novo líder supremo do Irã seria escolhido pela Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos.

Além da transição interna, os países árabes do Golfo, aliados dos EUA, expressaram indignação com os ataques iranianos a seus territórios e prometeram retaliação. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar, entre outros, reafirmaram seu direito à autodefesa e se comprometeram a proteger seus cidadãos.

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