14 de março de 2026
DestaquesGeralPolítica

Piora na função renal e sem previsão de alta: o novo boletim médico de Bolsonaro

DCM – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou piora na função renal e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, segundo boletim médico divulgado na manhã deste sábado (14). O comunicado informa que o quadro clínico segue estável, mas houve alteração em alguns indicadores de saúde.

De acordo com a nota divulgada pela equipe médica, o ex-presidente “apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”. O hospital também informou que, neste momento, “não há previsão de alta da UTI”, indicando que Bolsonaro continuará sob monitoramento intensivo.

O tratamento inclui o uso de antibióticos e hidratação por via endovenosa. O ex-presidente também passa por sessões de fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose venosa, enquanto a equipe médica acompanha a evolução do quadro clínico.

O senador Flávio Bolsonaro comentou a situação do pai após receber informações dos médicos. Segundo ele, o quadro está controlado, embora exista preocupação com a função renal.

“As notícias que eu tive lá dos médicos agora é que ele não melhorou de ontem pra hoje, mas estabilizou. Está com uma sobrecarga nos rins. Parece que tem alguma insuficiência renal. Mas está administrado”, disse a jornalistas durante agenda em Rondônia.

Fachada do hospital DF Star. Foto: reprodução

Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star após passar mal na chamada Papudinha, unidade do Complexo Penitenciário da Papuda onde cumpre pena. Ele apresentou episódios de vômito e dificuldade para respirar antes de ser transferido para atendimento hospitalar.

Após exames, os médicos diagnosticaram broncopneumonia bilateral aguda. Segundo a equipe médica, o quadro foi provocado por broncoaspiração — quando o conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões. No caso do ex-presidente, o pulmão esquerdo foi o mais afetado.

O médico Leandro Echenique explicou que Bolsonaro está recebendo dois antibióticos por via intravenosa e que o tratamento deve durar pelo menos sete dias. “Quando uma infecção se instala, nós dependemos tanto da agressividade da bactéria quanto da defesa do organismo. No caso dele, estamos avaliando a resposta ao antibiótico dia a dia”, afirmou.

Segundo o especialista, a recuperação tende a ser mais lenta devido à idade e ao histórico de saúde do ex-presidente. “Na faixa etária dele é esperada uma recuperação mais lenta. Com as comorbidades que ele tem, também são fatores agravantes”, afirmou Echenique. Bolsonaro tem 70 anos e completa 71 no dia 21 de março.

A internação reacendeu pressões de aliados políticos para que a Justiça autorize a prisão domiciliar. A deputada Bia Kicis afirmou que Bolsonaro não deveria retornar ao presídio após a alta médica. Segundo ela, os médicos relataram que o quadro inicial era grave.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *