Quaest: Braide distante 11 pontos de Orleans
Por Raimundo Borges
Com Blog Repórter Tempo (Ribamar Corrêa)
Se as pesquisas eleitorais tiverem o poder de influenciar a tomada de decisão sobre o processo eleitoral no Maranhão, não seria exagero imaginar que o eleitorado ainda pode ter surpresas e reviravoltas até o fim das duas semanas que restam do prazo para desincompatibilização dos cargos públicos de quem vai concorrer às eleições de outubro.
Nas três semanas de março, três pesquisas sacodem o ambiente das pré-candidaturas aos cargos majoritários. No dia 10/03, o prefeito Eduardo Braide (PSD) estava com 34,6%; Orleans Brandão (MDB), 30,3%; Lahesio Bonfim (Novo), 16,6%; e Felipe Camarão (PT), 6,9%. A pesquisa tem registro no TSE.
No dia 13/03, outra pesquisa, desta vez realizada pelo Instituto INOP, deixa ainda mais tenso o ambiente das pré-candidaturas, ao confirmar a tendência de polarização e o cenário de empate técnico entre os dois principais concorrentes ao Palácio dos Leões até o momento: Orleans Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas, e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide.
No modo estimulado, em que o entrevistador apresenta o nome dos candidatos, Orleans Brandão aparecia numericamente à frente, com 37,52% das intenções de voto, e Braide seguia logo atrás, com 36,50%; Lahesio Bonfim, 11,97%; e Felipe Camarão, 6,91%. A pesquisa tem registro no TSE: MA-01277/2026.

Nesta quarta-feira, 18/03, outra pesquisa, do Instituto Quaest, contratada pela TV Mirante, mostra a situação invertida na disputa pelo governo: Eduardo Braide aparece disparado na liderança, com 35% das intenções de voto; Orleans Brandão, em segundo, com 24%; Lahesio Bonfim, 11%; e Felipe Camarão (PT), 7%.
A Quaest montou mais três cenários. Eduardo Braide venceria sem Felipe Camarão e sem Lahesio Bonfim na disputa; já Orleans Brandão seria o vencedor sem o prefeito de São Luís como candidato. Com tão pouco tempo para decidir, os novos números desta pesquisa podem ser determinantes para o prefeito acabar com o mistério de sua candidatura ou adiar o projeto para um futuro distante.
Eduardo Braide lidera a corrida ao Palácio dos Leões, seguido de Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão.
A pesquisa Quaest montou mais três cenários. Eduardo Braide venceria sem Felipe Camarão e sem Lahesio Bonfim, e Orleans Brandão seria o vencedor sem o prefeito de São Luís como candidato.
Cenários de segundo turno
O levantamento ouviu também os eleitores em relação a um segundo turno entre Eduardo Braide e Orleans Brandão: o prefeito de São Luís seria eleito governador com 46%, enquanto o secretário de Assuntos Municipalistas sairia das urnas com 33%. Num segundo cenário, Eduardo Braide venceria Lahesio Bonfim por 52% contra 23%. E, num terceiro cenário, Orleans Brandão seria eleito governador, vencendo Lahesio Bonfim por 42% contra 27%.
A pesquisa do Instituto Quaest, hoje apontado como um dos mais respeitados do país, trouxe à tona dois pontos de suma importância, exatamente por conta do período em que as entrevistas foram realizadas nos 49 municípios escolhidos. O primeiro é o fato de o prefeito Eduardo Braide ter sido incluído no levantamento sem ter dito uma só palavra sobre ser ou não ser candidato.
O outro diz respeito ao fato de que, no período em que os dados foram colhidos — de 12 a 16 do corrente mês —, o secretário Orleans Brandão encontrava-se em forte evidência por causa da movimentação para o megaevento do dia 14, sábado, no qual foi lançado oficialmente pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões.
Os números confirmam a tendência nítida de polarização entre o prefeito de São Luís e o secretário de Assuntos Municipalistas, já que os outros dois postulantes, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão, não esboçaram qualquer reação, com a diferença de que o pré-candidato do Novo perdeu força, enquanto o pré-candidato petista se manteve no mesmo patamar, ganhando um ponto a mais.
E mostram que, conforme o quadro desenhado pelo levantamento Quaest, caso o prefeito de São Luís venha a renunciar para entrar na corrida, o secretário de Assuntos Municipalistas terá o desafio de planejar bem sua corrida ao voto, buscando indecisos e desinteressados, que somam nada menos que 23% dos votos. Sem Eduardo Braide na disputa, Orleans Brandão terá todas as condições de manter a liderança e vencer a eleição.
A pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores em 49 municípios no período de 12 a 16 de março, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-07211/2026.
Brandão e Roseana à frente para o Senado; ou, sem eles, Roberto Rocha e Weverton Carlos Brandão e Roseana Sarney lideram sem serem candidatos; Roberto Rocha e Weverton Rocha à frente, mas com André Fufuca, Eliziane Gama, Pedro Lucas e Hilton Gonçalo brigando pela segunda vaga.
A pesquisa Quaest confirma que nunca houve, no Maranhão, uma disputa para o Senado em que, a pouco mais de seis meses das eleições, o quadro de candidatos não estivesse definido. A de agora se diferencia das demais em vários aspectos, a começar pelo fato de que os dois nomes que mais receberam intenções de voto, o governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB), até segunda ordem, não são candidatos.
O primeiro cenário encontrado pelo levantamento incluiu os dois, e o resultado foi o seguinte: Carlos Brandão tem 23%, seguido do ex-senador Roberto Rocha (ainda sem partido), que recebeu 11%. O senador Weverton Rocha (PDT), com 9%, está tecnicamente empatado com a senadora Eliziane Gama (PSD) e com o ministro André Fufuca (PP), ambos com 8%, e com o deputado federal Pedro Lucas (União), com 7%. O ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), aparece com 2%.
No segundo cenário, sem o governador Carlos Brandão, quem lidera é a deputada federal Roseana Sarney, com 18%, seguida de Roberto Rocha (12%), tecnicamente empatado com Weverton Rocha (10%), que, por sua vez, aparece empatado com André Fufuca (8%) e Eliziane Gama (8%), ambos medindo forças em empate técnico com Pedro Lucas (7%) e Hilton Gonçalo (4%).
Sem o governador Carlos Brandão e sem a deputada federal Roseana Sarney, o levantamento confirma tendência favorável ao ex-senador Roberto Rocha e ao senador Weverton Rocha, candidato à reeleição. Contudo, o governador tem repetido que não vai renunciar ao mandato e que já indicou o secretário Orleans por ter a certeza de que sua programação de governo, que está dando certo, não será descontinuada.

