26 de março de 2026
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Operação investiga Carrefour, Casas Bahia e Kalunga por esquema de corrupção

DCM – O Ministério Público de São Paulo deflagrou nova fase da ‘Operação Fisco Paralelo’ e incluiu empresas como Carrefour, Kalunga, Casas Bahia, CAOA e Center Castilho entre os alvos. A investigação apura um esquema bilionário de corrupção na liberação de créditos de ICMS dentro da Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Segundo a promotoria, o auditor Artur Gomes da Silva Neto atuava como principal operador do esquema, usando uma empresa de fachada para movimentar mais de R$ 1 bilhão em propinas. O caso envolve suspeitas de favorecimento a grandes empresas por meio de decisões fiscais irregulares.

As apurações indicam que a executiva Luciene Petroni Castro Neves, ligada à área tributária do Carrefour, manteve contato frequente com o auditor entre 2021 e 2025. Mensagens interceptadas apontam que o servidor prestava uma “verdadeira assessoria tributária criminosa”, com orientações para agilizar processos e liberar créditos fora das regras.

De acordo com o MP-SP, o esquema incluía o uso de aplicativos criptografados para dificultar o rastreamento das negociações. As suspeitas envolvem pagamento de propinas, manipulação de procedimentos fiscais e possível lavagem de dinheiro.

Dinheiro e itens de luxo apreendidos em operação do MPSP

A operação cumpre 22 mandados de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Os alvos incluem unidades estratégicas da Fazenda estadual, como delegacias tributárias e setores de fiscalização.

Durante as ações, foram apreendidos dinheiro em espécie, moedas estrangeiras, computadores e celulares. Só em Campinas, foram recolhidos quase R$ 22 mil, US$ 1.800 e 95 libras, além de equipamentos eletrônicos usados nas investigações.

A Secretaria da Fazenda informou que atua em conjunto com o Ministério Público e mantém 33 procedimentos administrativos abertos para apurar irregularidades envolvendo servidores. As medidas podem resultar em sanções e até demissões.

O Grupo Casas Bahia declarou que não foi notificado oficialmente e afirmou desconhecer irregularidades. Em nota, disse: “A companhia também desconhece qualquer relação entre ela e seus colaboradores, não havendo qualquer indício de irregularidades em seus procedimentos internos”. Outras empresas citadas ainda não se manifestaram.

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