BASTIDORES | ORA, PÍLULAS!
Duarte vetador (1)
Tão logo o deputado Juscelino Filho trocou a União Brasil para tomar conta do PSDB do Maranhão, o seu colega de Câmara, Duarte Júnior, fez o caminho oposto: trocou o PSB pela UB, controlada pelo deputado Pedro Lucas. Como a UB e o PP estão em processo de se unirem na Federação União Progressista, a deputada Amanda Gentil (PP) teria assumido a tarefa de vetar Duarte Júnior.
Duarte vetado (3)
Duarte Jr. seria um obstáculo à reeleição de Amanda Gentil, e o presidente do PP, Ciro Nogueira, tomou a decisão do veto em comum acordo. Quando estava no PSB e como vice-presidente da CPMI do INSS, Duarte soltou os cachorros em parlamentares que tiveram “relações promíscuas” com o sistema financeiro no escândalo do Banco Master, do empresário preso Daniel Vorcaro. “Um senador é para servir ao povo e não atuar como office-boy de luxo de banqueiro”, disparou Duarte, acertando quem quisesse usar a carapuça.
Caxias é isso?
Amanda é filha do ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil, e prima do atual prefeito, Gentil Neto, que enfrenta um processo de cassação, com parecer favorável do Ministério Público Eleitoral do Maranhão, por compra de voto e abuso do poder econômico nas eleições de 2024. O pai dele, Fábio Gentil, também pode ficar inelegível se o TRE-MA acolher o parecer ministerial.
Reforço no PT
No troca-troca de partidos, a ex-prefeita de Vitorino Freire, Luanna Rezende, irmã do deputado federal Juscelino Rezende, acaba de trocar a União Brasil pelo PT, por onde pretende disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Com ela, ingressaram na legenda o secretário de Agricultura Familiar do governo Brandão, Bira do Pindaré, e o ex-deputado federal Waldir Maranhão, ambos pré-candidatos a deputado estadual.
Quiprocó
Uma ação de investigação que, há mais de dois anos, corre sob segredo de justiça no Ministério Público estadual contra o vice-governador Felipe Camarão (PT) teve o parecer do procurador-geral de Justiça, Danilo Castro, vazado no auge da guerra política entre brandonistas, dinistas e assemelhados. Rapidamente, 23 deputados governistas aderiram a um requerimento de Yglésio Moisés (PRTB), propondo uma CPI para investigar transações “atípicas” de Camarão e assessores que “teriam ocorrido” quando ele era secretário de Educação do governo Flávio Dino. Só falta instalar a CPI.
Vapt-vupt
Ao ser rifado na hora de assinar a ficha da União Brasil, Duarte Júnior ficou igual ao ex-senador Roberto Rocha, que chegou a assumir o comando do PSDB do Maranhão, com a saída do secretário da Casa Civil, Sebastião Madeira. Dois dias depois, o partido já estava nas mãos do deputado Juscelino Filho, entregue pelo presidente nacional Aécio Neves.
No muro
Perguntado ontem pela jornalista Vanessa Fonseca (TV Mirante) se o PSDB vai continuar na base do governo Carlos Brandão, como era no comando do secretário Sebastião Madeira, hoje no MDB, o deputado Juscelino Filho foi direto: “O partido passa a adotar um posicionamento independente no cenário estadual, mas aberto ao diálogo em favor do Maranhão”. No âmbito nacional, está com o presidente Lula, de quem ele foi ministro das Comunicações.
Golaço (1)
Ao ver o seu projeto aprovado por unanimidade dos 67 senadores presentes na sessão de quarta-feira passada, a senadora Ana Paula Lobato (PSB) marcou um gol de placa, mesmo o texto tendo sido transformado em um substitutivo pela senadora Soraya Thronicke (Podemos). O texto define a misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”.
Golaço (2)
O projeto também inclui a expressão “condição de mulher” entre os critérios de interpretação da Lei do Racismo (Lei 7.716, de 1989), ao lado de cor, etnia, religião e procedência. Em pleno mês da mulher e em um dos momentos em que se intensifica o combate aos crimes por questão de gênero, o projeto de Ana Paula obteve grande repercussão na semana, dentro e fora do Brasil.

